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Estudo revela resultados animadores sobre vacina russa que será testada no PR

A Sputnik V desenvolveu uma resposta imunológica sem efeitos colaterais graves
No Sul, o Paraná criou um grupo de trabalho, de modo que possa testar a vacina russa no estado

A revista Lancet, publicação de referência para estudos científicos, publicou nesta sexta-feira (4) que um grupo de pacientes que participou de um estudo preliminar com a vacina russa contra o coronavírus desenvolveu uma resposta imunológica sem efeitos colaterais graves. No entanto, esses resultados não provam, contudo, que a Sputnik V, protege efetivamente contra a infecção por Covid-19, pois outros estudos terão de ser feitos. No Sul, o Paraná criou um grupo de trabalho, de modo que possa testar a vacina russa no estado.

A Sputnik V consiste em dois componentes diferentes, administrados em duas injeções com intervalo de três semanas, afirma a revista médica The Lancet. "É uma vacina de vetor viral: usa dois adenovírus humanos (uma família muito comum de vírus) transformados e adaptados para combater a Covid-19", relata a publicação, que se baseia em dois pequenos estudos, conduzidos com duas formulações diferentes da Sputnik V, entre 76 voluntários adultos saudáveis.

"Ambos concluíram que nenhum dos dois componentes da vacina causou efeitos indesejáveis graves e que sua administração sucessiva gera a produção de anticorpos. Eles foram realizados entre 18 de junho e 3 de agosto por pesquisadores dos Ministérios russos da Saúde e da Defesa e financiados pelo primeiro", relata a publicação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 176 projetos de vacinas em andamento no mundo, com 34 em fase de ensaio clínico. Isso significa que já começaram a ser testados em humanos. Destes, oito estão na fase três, os mais avançados.

O governo paranaense comunicou que submeterá o protocolo de validação da fase 3 de estudos clínicos da Sputnik V no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até o final de setembro. Depois de aprovado pelos órgãos regulatórios, a previsão é que o início dos testes aconteça até o final de outubro. Essa programação das etapas foi confirmada nesta sexta-feira (4) pelo diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado. Ele explicou a parceria em entrevista coletiva após a publicação de um estudo com resultados preliminares publicado na revista científica The Lancet, que reconhece uma boa resposta imune dos 76 participantes das fases 1 e 2. O diagnóstico sugere que a vacina produz uma resposta das células T (de defesa) dentro de 28 dias.

"O material prévio encaminhado pelos russos ao Tecpar já demonstrava resultados promissores. Mas não havíamos anunciado formalmente pelo termo de confidencialidade que temos com a Rússia. Hoje está bem evidenciado, é um dia importante para a continuidade dos trabalhos. Em ciência buscamos evidências. Estamos em busca delas desde que o Governo do Paraná e o Tecpar entraram nesse processo", sublinhou Callado. Ele também ressaltou que o projeto é importante para o Brasil porque o Paraná será a porta de entrada do eventual imunizante no Brasil. O Ministério da Saúde tem acompanhado a evolução das tratativas entre o Instituto Gamaleya e o Tecpar.

"Recebemos há 18 dias os resultados das fases 1 e 2. Eles foram traduzidos e começaram a ser interpretados pelas nossas equipes técnicas. Nos pautamos pelo termo de confidencialidade para não fazer a divulgação, era importante que ela fosse feita pelos detentores da tecnologia", destacou Callado. "Existe uma boa taxa de confiabilidade nessa vacina. Essa publicação ainda passará pelas avaliações dos pares, dos cientistas, da comunidade internacional. Mas a confiabilidade é bastante ampla", afirmou. 

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Terça, 26 Janeiro 2021

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