O poder da generosidade
O costume de destinar parte da herança à filantropia tem aumentado entre ricos e remediados, tanto no Brasil assim como no mundo todo. Exemplos vão desde Bill Gates até Elie Horn, fundador da Cyrela, passando por pessoas comuns, como um professor da Universidade de São Paulo (USP) que doou um imóvel para a universidade. No entanto, quais as razões que explicam essa mobilização recente? Na visão de André D´Angelo, titular da coluna e do blog Sr. Consumidor no portal e revista AMANHÃ, são dois fatores somados.
O primeiro é de natureza demográfica, pois a queda da natalidade diminui o tamanho das famílias e aumentou a disponibilidade patrimonial. O segundo, de foro social: há uma maior consciência sobre os problemas do mundo e a incapacidade de solucioná-los exclusivamente pela via convencional – isto é, por meio do Estado. Daí esse incremento na "cultura de doação". Termo corrente no terceiro setor, ele descreve a predisposição em apoiar causas e entidades sem fins lucrativos de maneira contínua, e não episódica.
Sabe-se que a caridade é relativamente comum, pois a pandemia e as recentes enchentes gaúchas (foto) mostraram que, diante de grandes hecatombes, a sociedade se mobiliza. "Difícil é fazer as famílias incorporarem o auxílio aos mais necessitados em seu orçamento mensal, inclusive o das mais ricas", escreveu D´Angelo em seu blog ao tratar do tema.
Veja mais notícias sobre ComportamentoRio Grande do Sul.
Comentários: