Indústria de fundos volta ao terreno positivo em maio
A indústria de fundos voltou ao terreno positivo em maio, com captação líquida de R$ 10,3 bilhões, após registrar saldo negativo de R$ 5 bilhões no mês anterior. O resultado foi puxado pela renda fixa, que respondeu por entradas líquidas de R$ 10,4 bilhões. No acumulado do ano, a captação líquida da indústria soma R$ 188,2 bilhões.
Dentro da categoria de renda fixa, o principal impulso veio dos fundos de duração baixa soberano, que investem integralmente em títulos públicos, com captação líquida de R$ 22,9 bilhões. Na outra ponta, os fundos do tipo duração livre crédito livre, que podem manter mais de 20% da sua carteira em títulos de médio e alto risco de crédito no Brasil ou exterior, lideraram as saídas, com resgates líquidos de R$ 6 bilhões — uma desaceleração relevante em relação aos R$ 12,7 bilhões observados no mês anterior.
"Os fundos de renda fixa seguem como destaque nesse cenário, apesar da volatilidade recente nos fundos de crédito privado, que agora passam por uma acomodação dos fluxos", avalia Pedro Rudge, diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Na renda fixa, todos os tipos de fundos tiveram resultado positivo em maio. O destaque ficou com os fundos de dívida externa, que investem no mínimo 80% do patrimônio em títulos da dívida externa da União, com rentabilidade de 1,7%. Entre os multimercados, a liderança foi dos fundos de capital protegido, que registraram retorno de 2,3%.
Também contribuíram para o desempenho positivo da indústria os ETFs. Eles tiveram a segunda maior captação líquida entre as classes de fundos em maio, atrás apenas da renda fixa, com entradas de R$ 3,5 bilhões. No acumulado do ano, a captação da classe já soma R$ 25,8 bilhões — montante bastante superior ao registrado por esses fundos no mesmo período do ano passado, no total de R$ 3,8 bilhões.
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