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Drone: o lucro vem dos céus – e ainda pode ser barato

Fabricio Hertz, CEO da Horus, mostrou no ITK 2020 como as aeronaves não tripuladas podem auxiliar no ganho expressivo de produtividade nas lavouras
O drone pode auxiliar na contenção de ervas daninhas nos canaviais, por exemplo

Não faltam tecnologias para o agronegócio. O grande desafio é saber quais usar, em quais circunstâncias e equacionar as cifras de investimentos com a lucratividade. Uma das alternativas que mais tem sido adotada no campo é o uso de aeronaves não tripuladas. Segundo Fabricio Hertz, CEO da Horus, uma startup de Florianópolis, os drones podem auxiliar no ganho expressivo de produtividade nas lavouras. Ele foi um dos palestrantes do Innovation Tech Knowledge 2020, promovido pela Associação Sul-Riograndense de Apoio ao Desenvolvimento de Software (Softsul), nesta terça-feira (6). A temática central de hoje é o agronegócio e sua relação com a TI.

Durante sua apresentação, Hertz apontou os "saltos" de produtividade no campo e a evolução do agro, como consequência da adoção de novas tecnologias. Começando no início do século 19, com a tração animal e arado, passando pelo GMO (Genetically Modified Organism, ou plantas geneticamente modificadas) nos anos 1980, até 2001, com a chegada de maquinários com GPS, e atualmente com a Agropecuária 4.0 ou digital farming, como também é conhecida.

"Esse novo momento tecnológico nos permite agrupar informações. Uma correlação de várias informações de todos os setores que compõe uma agricultura e que auxiliam no entendimento de como trabalhar com escala de produção e insumos", detalha o CEO da Horus, sobre o conceito de Agricultura 4.0. O drone é um dos grandes protagonistas dessa revolução, sendo usado como um agente que busca todos esses dados. Em um dos exemplos citados, em um cultivo de milho, é possível mapear o índice vegetativo, avaliando onde há déficit de calcário, por exemplo. Só essa prática pode trazer um acréscimo médio de 30 sacas de milho a mais por hectare por safra, ou seja, até R$ 1.500 por hectare no bolso do produtor.

Outra situação apresentada pelo profissional é como o drone pode auxiliar na contenção de ervas daninhas nos canaviais ao identificar e mapear os focos de infestação. Segundo o método Stolf de avaliação, a cada 10% de falhas observadas no campo projeta-se uma perda de 3,2% no rendimento do canavial. As imagens georreferenciadas pelo drone criam mapas da área e as transformam em "manuais" de aplicação de herbicidas. O estudo pode mudar o rendimento dos canaviais, preservando em média 19 toneladas em cada safra ao longo de cinco anos, se comparado aos solos sem o uso da ferramenta. "O investimento nessa tecnologia é infinitamente menor que os resultados e lucratividade. Esse trabalho vai custar algo na ordem de R$ 5 a R$ 10 por hectare", informa Hertz.

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Sábado, 31 Outubro 2020

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