Coamo acumula receita global de R$ 28,7 bilhões em 2025
A Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou em 2025 receita global de R$ 28,7 bilhões, praticamente em linha com o ano anterior, quando tinha alcançado vendas totais de R$ 28,8 bilhões. A sobra líquida [como é chamado o lucro, que é dividido entre os associados, no cooperativismo] atingiu o montante de R$ 2 bilhões. Deste valor, após a dedução dos fundos estatutários são distribuídos mais de R$ 716 milhões aos 32,7 mil cooperados com movimentação nas unidades da cooperativa em 76 municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul.
"Além das sobras significativas distribuídas de R$ 716 milhões, devolvemos mais de R$ 26 milhões de capital social aos cooperados com 65 anos ou mais e que completaram 10 anos de permanência na Coamo e R$ 14,5 milhões em ICMS. E também mais R$ 66, 3 milhões do programa Fideliza em créditos para aquisição de insumos agrícolas, máquinas, peças e produtos veterinários. Com todo um grande trabalho e participação dos cooperados o montante dos benefícios somam mais de R$ 823 milhões", destacou José Aroldo Gallassini, presidente do conselho de administração da Coamo.
Ainda de acordo com ele, nos últimos anos, houve efeitos climáticos que tem sido decisivo na produtividade das lavouras implantadas, que somada à queda nos preços das commodities, tem impactado diretamente na rentabilidade dos cooperados. "A comercialização da soja e do milho foram afetadas pelo excesso de estoques mundiais e retração nas compras pela China. Além disso, a política de taxas sobre importação dos Estados Unidos contribuiu para a instabilidade do mercado", comenta.
Durante o exercício 2025 a Coamo realizou investimentos que somaram R$ 1,9 bilhão, com foco na expansão da capacidade produtiva e na modernização da infraestrutura. "Implantamos um novo entreposto em Campina da Lagoa (PR), ampliando a presença da cooperativa e no estado do Mato Grosso do Sul, iniciamos a construção de três postos de recebimento de produtos, em Amambai, de Itahum em Dourados e uma nova unidade em Sidrolândia, reforçando a estratégia de expansão geográfica e de atendimento regional", informou Airton Galinari, presidente executivo da cooperativa de Campo Mourão.
Avanços importantes foram registrados com a expansão das unidades fabris e das áreas de apoio, contribuindo para a verticalização da produção e o fortalecimento da competitividade. "Um marco relevante foi o início da implantação da Indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR) e de biodiesel em Paranaguá (PR), iniciativas que representa um passo estratégico na diversificação da matriz produtiva e energética", destacou Galinari. A Coamo também tem investido em indústrias, sendo as mais recentes a de etanol de milho e biodiesel. O projeto do novo porto da cooperativa, em Itapoá (SC), encontra-se na fase de obtenção das licenças necessárias, com previsão de início das obras em janeiro do ano que vem.
A Coamo é a sexta maior empresa da região e também a segunda maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Campo Mourão também ocupa a primeira posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).
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