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Conheça as vacinas contra a Covid que estão em fase avançada

Seis delas estão na reta final da corrida pela comprovação de eficácia
A OMS reconhece 163 experimentos em desenvolvimento contra a Covid-19 – a maioria em fase pré-clínica

Pesquisadores do mundo todo estão com as atenções voltadas ao desenvolvimento de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus. Além de ser um importantíssimo passo na solução da pandemia que vem afetando o mundo todo, tornou-se, também, uma "corrida pelo ouro". Nunca o desenvolvimento de uma vacina foi tão rápido, já que as instituições e organizações estão permitindo, excepcionalmente, que as fases das pesquisas ocorram simultaneamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece 163 vacinas em desenvolvimento contra a Covid-19 – a maioria em fase pré-clínica, mas 23 estudos já avançaram para testes em humanos. Destes, seis estão em fase final.

Oxford-AstraZeneca (Reino Unido)
Desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, foi apontada pela OMS como aquela com as pesquisas mais avançadas no mundo. Os 1.077 participantes testados na fase 2 geraram resposta imune com segurança e não apresentaram efeitos colaterais preocupantes. A tecnologia utilizada no método de Oxford é inédita: um adenovírus que causa o resfriado é alterado, recebendo um pedaço do material genético do Sars-Cov-2 para manifestar a chamada proteína spike (que é a utilizada pelo coronavírus para ligar-se às células do corpo e causar a infecção) para desenvolver uma resposta à proteína sem precisar entrar em contato com o vírus real. A fase 3 deste estudo já está em andamento, inclusive no Brasil, com 2 mil voluntários da área de saúde para os testes.

Nesta última quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro liberou por meio de uma Medida Provisória (MP) cerca de R$ 2 bilhões para a produção dessa vacina. Foi fechado um acordo entre a AstraZeneca e o Ministério da Saúde de transferência da tecnologia para a fabricação das vacinas no Instituto Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até dezembro, devem chegar insumos para a produção de um primeiro lote de 15 milhões de doses, que devem ser liberadas em janeiro de 2021.

Sinovac (China)
A chinesa Sinovac também já apresentou resultados positivos: 540 dos 600 pacientes testados na fase 2, finalizada em junho, apresentaram resultados positivos, sem efeitos adversos e com o desenvolvimento de resposta imune. A tecnologia utilizada pela Sinovac é bastante comum e utiliza o vírus inativado para treinar o sistema imunológico. Para a última fase, o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, firmou acordo com a empresa para efetuar os testes da vacina em seis estados do Brasil, que tiveram início na quinta-feira (6).

Moderna (Estados Unidos)
A empresa anunciou resultados animadores dos testes. A vacina apresentou a resposta imunológica esperada nos 45 voluntários. Eles acabaram apresentando um nível final de anticorpos maior do que o dos pacientes contaminados com a Covid-19. A fase 3 teve início no dia 27 de julho, nos Estados Unidos, com expectativa de alcançar o total de 30 mil voluntários. A tecnologia da vacina da Moderna também é inédita e utiliza o RNA mensageiro para gerar imunidade – são necessárias, porém, duas doses para gerar essa imunidade. A ideia é aplicar o material genético no corpo para que o próprio organismo produza as proteínas virais, induzindo a resposta imunológica.

CanSino (China)
Com uma fase 2 de testes bastante promissora, a CanSino também se encaminha, agora, para a etapa final. Em apenas uma aplicação, os índices de desenvolvimento de anticorpos atingiram os 90%. Esse método é similar ao de Oxford, utilizando um adenovírus inofensivo com material genético do Sars-Cov-2 para manifestar as proteínas spike e permitindo que o corpo desenvolva uma resposta contra a infecção real.

Pfizer/BioNTech (Estados Unidos e Alemanha)
A Pfizer e a BioNTech irão realizar as duas fases finais do estudo de forma concomitante. A testagem deverá envolver cerca de 30 mil participantes, com idades entre 18 e 85 anos, em centenas de países – inclusive o Brasil. A imunização é feita a partir de fragmentos da carga genética do vírus, que são inseridos no organismo humano envoltos em uma capa proteica. A ideia é que, inserindo essas "receitas" no corpo, ele passe a produzir essas proteínas, reconheça-as como corpos estranhos e, assim, crie imunidade. Os resultados ainda não foram publicados em revistas científicas, mas, de acordo com a empresa, os 120 voluntários testados na primeira etapa produziram anticorpos contra a Covid-19 depois de algumas semanas, com efeitos colaterais moderados. Se as duas últimas etapas forem bem-sucedidas, as empresas poderão submeter a vacina à aprovação regulatória em outubro, podendo produzir 100 milhões de doses até o final de 2020 e 1,3 bilhão até o final de 2021.

Gamaleya (Rússia)
O laboratório russo anunciou resultados positivos na primeira fase de testes, apesar de, assim como a da Pfizer/BioNTech, ainda não terem sido publicados em artigos científicos. Na primeira fase, conduzida com 38 voluntários, a vacina se mostrou segura para o uso. A aposta dos cientistas também é num adenovírus geneticamente alterado para manifestar características do Sars-Cov-2. O Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya espera iniciar testes em larga escala em agosto, e o ministro da saúde, Mikhail Murashko, disse no último sábado (1) que a Rússia está se preparando para iniciar uma campanha de vacinação em massa ainda em outubro. 

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Sábado, 31 Outubro 2020

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