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Porque vírus como o corona têm surgido na Ásia

Quem participa de feiras e outros eventos em países asiáticos, viajando com frequência para diferentes cidades e regiões da Ásia, deve aumentar os cuidados com a saúde, porque os riscos aumentaram e devem permanecer altos daqui para frente. Epidemias...
Porque vírus como o corona têm surgido na Ásia

Quem participa de feiras e outros eventos em países asiáticos, viajando com frequência para diferentes cidades e regiões da Ásia, deve aumentar os cuidados com a saúde, porque os riscos aumentaram e devem permanecer altos daqui para frente. Epidemias na Ásia têm se tornado rotineiras e assustado a população dos demais continentes, a exemplo do que ocorreu com a Síndrome Aguda Respiratória Grave (SARS), em 2002; a pandemia do AH1N1, em 2009; e no ano passado, a Peste Suína Africana. As epidemias que afetam aves e suínos também assustam, e muito, pela redução da oferta de alimentos, e pela possibilidade do vírus ou bactéria também atacar a espécie humana, como ocorreu com a AH1N1. Até o final de janeiro de 2020, 8 milhões de suínos contaminados com a peste suína africana já foram abatidos na Ásia, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO).  

Wuhan, a cidade chinesa que da noite para o dia ficou mundialmente famosa, graças ao surto de coronavírus surgido nela há algumas semanas, é capital de Hubei, província-irmã do Rio Grande do Sul. Por essa coincidência, pela lembrança da AH1N1 (a primeira morte no Brasil causada por essa doença ocorreu em solo gaúcho), e pelo fato de que há estudantes brasileiros na cidade, muitas pessoas começam a se preocupar com a possibilidade dessa epidemia chegar no Brasil. Essa doença agora afeta as vias respiratórias, como a SARS. Não é coincidência. A poluição do ar na cidade de Wuhan é absurda, principalmente no inverno. Foi a única cidade na China onde tive real dificuldade de respirar na rua durante o inverno (dezembro).

Cidades em regiões com inverno rigoroso como o de Wuhan, com vários milhões de pessoas aglomeradas em espaços urbanos sempre muito pequenos para tanta gente; todas elas cidades com o ar altamente poluído (excesso de carros, carvão, indústrias, resíduos de demolição e de novas construções); e com movimentação intensa de pessoas  – locais, de outras províncias chinesas, dos países vizinhos, e de países distantes – é uma somatória que resultará inevitavelmente em epidemias, cada vez mais frequentes, de doenças respiratórias causadas principalmente por vírus. 

Ainda que adeptos da teoria da conspiração interpretem tais situações como resultante de "guerra bacteriológica" – e nesse mundo nada é impossível –, o certo por enquanto é que o modelo chinês de alta concentração urbana contribui muito para o surgimento de tais epidemias viróticas. Há quase 80 cidades na China com mais de 4 milhões de habitantes; no Brasil, apenas São Paulo e Rio de Janeiro. Existem 13 cidades na China com mais de 10 milhões de habitantes. Wuhan tem mais de 11 milhões; Beijing oficialmente 16 milhões; e Shanghai 25 milhões. Quando se soma as populações de cidades muito próximas às capitais, os números impressionam: a Região Metropolitana de Shanghai, por exemplo, tem mais de 50 milhões de habitantes. 

Com um agravante: todas as grandes cidades da China e dos demais países asiáticos possuem, além de suas enormes populações fixas, grandes contingentes de população "flutuante": turistas, estudantes, compradores, trabalhadores migrantes, visitantes para feiras e outros eventos etc. Apenas o turismo interno chinês é estimado em 250 milhões de pessoas e a expectativa é que a China receba 100 milhões de turistas estrangeiros por ano a partir de 2020.

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Quarta, 30 Setembro 2020

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