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Solidariedade fake

Momento é decisivo para empresas aprenderem a praticar a solidariedade corporativa – mas sem demagogias
Procure aproveitar o potencial dos serviços que você oferece, da especialidade que você detém. É disso que a sociedade precisa hoje: que as forças específicas e particulares se unam em torno de um bem comum

A pandemia da Covid-19 vai nos ensinar muito, mas será um remédio amargo de se consumir. Quero retomar neste texto o tema 'solidariedade no mundo corporativo', pois acredito que a pandemia vai se revelar um grande aprendizado na área. O momento que vivemos exige de todos nós atitudes que possam privilegiar o coletivo, o universo se abre a inúmeras oportunidades para fazermos o bem e ajudar a quem precisa. Dessa forma, as empresas também devem agir e realizar boas ações, porém, é preciso muita cautela; esse movimento não deve se tornar pura demagogia ou um simples aproveitamento da situação.

Se na sua empresa existe uma área intitulada Responsabilidade Social ou Responsabilidade Corporativa, ative, invista, engaje os funcionários. Mas fique atento a exageros, falsidades ou pretensões megalomaníacas. Algumas empresas extrapolam, constroem a imagem de 'boazinhas", mas no fundo estão tirando proveito da situação. É, muitas vezes, aquela marca que se vale do auxílio do governo para manter a estrutura de empregados, quando na verdade não precisaria pedir aquele subsídio. Vai até a mídia e se diz preocupada em manter a quantidade de empregados por 'x meses', impedindo que o auxílio seja repassado a outra companhia que realmente esteja precisando do suporte.

Outras, ainda que façam produtos voltados para conter a disseminação do vírus, estão mais interessadas em lucrar com tal situação. Cuidado para o tiro não sair pela culatra, pois uma boa ação que cause ainda mais danos ou riscos em seu processo, perde o sentido. Algumas redes varejistas fazem ofertas discrepantes, atraindo inúmeras pessoas ao seu estabelecimento sem ter regras para evitar aglomerações. Isso é falta de responsabilidade e uma solidariedade fake que cedo ou tarde ficará evidente. A imagem de "boazinha" que você se esforçou para construir, terá o efeito contrário.

Deixo aqui algumas reflexões fáceis de colocar em prática. Em primeiro lugar, entenda que a ação da sua empresa não necessita abraçar o mundo. Olhe primeiramente para seu público interno, com empatia e responsabilidade. Qual é a angústia ou a necessidade do colaborador? Na sequência, se realmente não tiver ninguém precisando de auxilio de qualquer natureza, se volte para a comunidade. Faça uma análise do contexto onde sua empresa está inserida. Quais as necessidades de quem está próximo a você hoje?

Por fim, não precisa dar nó em pingos de água. Procure aproveitar o potencial dos serviços que você oferece, da especialidade que você detém. É disso que a sociedade precisa hoje: que as forças específicas e particulares se unam em torno de um bem comum.

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Quarta, 05 Agosto 2020

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