Mercado Livre confirma que não terá Centro de Distribuição em Gravataí

Santa Catarina tem as maiores chances de levar o investimento
Varejista afirma que continuará a investir em sua malha logística no Rio Grande do Sul

O Mercado Livre informou nesta quarta-feira (24) que comunicou ao governo do Rio Grande do Sul e à prefeitura de Gravataí que não seguirá com a abertura de um Centro de Distribuição (CD) local. A empresa explicou em março que, pelas normas atuais vigentes no estado, cada vendedor que comercializa produtos pela plataforma teria de abrir uma filial no Rio Grande do Sul. Essa exigência inviabilizaria o empreendimento, porém o Mercado Livre se mostrava confiante na condução do assunto pela Secretária Estadual da Fazenda (Sefaz). A companhia pedia que uma alteração fosse feita, como aconteceu em São Paulo, onde o Mercado Livre tem CDs em Cajamar e Louveira (relembre os detalhes aqui).

"Conforme havíamos antecipado, mantemos nosso propósito de instalar um CD no Sul do Brasil, um dos mercados mais importantes para nossos usuários, embora ainda não tenhamos confirmação do novo destino", declara a nota da varejista. De acordo com apuração feita pelo Portal AMANHÃ, Santa Catarina tem as maiores chances de levar o investimento. "A Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) está trabalhando com o Mercado Livre e já atendeu a companhia em algumas ocasiões. O secretário Paulo Eli concedeu o regime especial solicitado pela empresa, relativo às obrigações acessórias", afirma a nota enviada pelo governo catarinense.

O comunicado revela ainda que o Mercado Livre continuará a investir em sua malha logística no Rio Grande do Sul, mantendo o seu polo de entregas já existente em Porto Alegre e abrindo, em um futuro próximo, novos service centers no Estado, gerando mais de 100 novos postos de trabalho diretos, além dos postos indiretos.

Posicionamento 
A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul afirmou que recebeu e analisou tecnicamente as solicitações protocoladas, tendo o diálogo com os representantes da empresa sido permanente, cordial e construtivo. "As negociações foram realizadas até a terça-feira (23), sendo que, na semana passada, embora houvesse manifestações sobre a desistência da empresa, o governo do Estado mantinha as tratativas iniciadas em 2019, que passaram por diferentes etapas, como é natural nesses casos. A empresa Mercado Envios, do Grupo Mercado Livre, protocolou em 2019 solicitação para concessão de Regime Especial para realização de operação de logística completa (Fulfillment). A regulamentação do Estado de São Paulo, então existente, foi utilizada como referência inicial, pelo fato de ser onde estão situados os centros da empresa, em linha com compromisso assumido com o grupo", explica o governo estadual.

Ainda de acordo com o comunicado, a equipe técnica da Receita Estadual sempre manteve o compromisso de buscar uma solução técnica simples. "O encaminhamento de medida legislativa para a Assembleia não se mostrava necessário por tratar-se de Regimes Especiais de tributação, relacionados tipicamente apenas às questões acessórias de fluxos de notas e cadastros de empresas. A Receita Estadual elaborou um Regime Especial para a empresa, superando, a nosso juízo, todas as dificuldades iniciais e que viabilizariam este novo modelo de negócio em franca expansão. O detalhamento dos pontos em discussão esbarra no necessário sigilo das discussões comerciais com a empresa, devendo ser preservados aspectos que possam expor os planos do grupo e prejudicar o ambiente de negócios no Estado", afirma o documento.

"O governo do Estado reitera que desde o início das negociações prezou pelo interesse dos cidadãos gaúchos e buscou garantir as condições para que a empresa ampliasse seus negócios já existentes no Estado com a instalação do Centro de Distribuição em Gravataí. Também respeita a decisão da empresa, soberana nas suas estratégias de negócios realizados no Brasil, permanecendo aberto para retomar as negociações a qualquer momento", finaliza a nota do governo gaúcho. 

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Sexta, 12 Agosto 2022

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