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O futuro da tecnologia pelos olhos do Gartner

Tendências foram apresentadas durante seminário do BRDE

Já ficou claro que inovação e disruptura são alguns dos conceitos mais importantes durante o período de pandemia. Mas ainda pouco se fala que de nada adianta apostar na inovação sem ter o básico das operações bem estruturado. O vice-diretor do programa executivo do Gartner, Alexandre Blauth, transmitiu a mensagem ao longo do segundo dia de seminários promovidos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), nesta terça-feira (27). "As organizações estão trabalhando para melhorar o uso de mobile e de novos canais. Isso é importante, pois não podemos fazer apenas o básico e aguardar que isso seja o suficiente, mas também não adianta focar nisso sem ter um básico estável e bem feito", reforça. Para o Gartner, empresa norte-americana de consultoria, os próximos passos da tecnologia já podem ser previstos. Um time de dois mil analistas da organização elencou 10 tendências para o futuro da área, que podem ser divididos em três blocos.

Pessoas
A aposta é que, até 2025, metade da população estará sujeita à chamada internet comportamental, isto é, será acompanhada dentro dos limites de privacidade e terá seu comportamento utilizado para a tomada de decisões. As organizações também darão muito mais valor à experiência como um todo, enxergando-a como um grande diferencial competitivo para satisfazer usuários, clientes e colaboradores. "Se você quer que seu cliente se apaixone pela organização, precisa pensar num colaborador apaixonado pela organização. Assim, a performance será mais otimizada", recomenda Blauth. Com essas tendências, surge outra tão importante quanto: a privacidade. Cada vez mais a computação será melhorada nesse sentido, para que, independente do ambiente em que o indivíduo esteja inserido (on-line ou off-line), sua privacidade seja assegurada.

Independência de localização
Um dos grandes desafios trazidos às organizações pela pandemia foi garantir que as equipes continuassem trabalhando com todos isolados. Isso acelerou muitos processos, e um deles é o uso de cloud, que os analistas do Gartner enxergam como uma plataforma cada vez mais distribuída. Com isso, outra tendência que surge são as chamadas anywhere operations, ou seja, a capacidade das empresas de operarem em qualquer lugar. Até 2023, a previsão do Gartner é que 40% das empresas experimentem uma mistura entre físico e virtual, o que garante aumentar a produtividade da força do trabalho e os resultados. Outra tendência que surgirá são os espaços inteligentes de trabalho, em que as tecnologias utilizadas no home office continuarão sendo integradas no trabalho físico – uma reunião presencial com um dos colaboradores participando remotamente, por exemplo.

Entrega resiliente
"Um negócio composto de forma inteligente não é mais um só processo resultante de um modelo de negócios, e sim uma composição de múltiplos sistemas e aplicações", adianta Blauth. Ele defende que, se algumas mudanças de comportamento vieram para ficar, elas precisam ser atacadas como oportunidades. Até 2023, as empresas que adotarem múltiplos modelos de negócios terão uma capacidade competitiva muito melhor. "Para isso, é importante adquirir novos skills, entender o que está acontecendo no detalhe e encarar adaptações e improvisações quase como automáticas", completa. Outros pontos importantes são a aderência da inteligência artificial – que o Gartner defende que não gera a redução do número de empregos, mas, sim, acaba aumentando nas companhias e organizações que já aderiram a ela. Afinal, a tecnologia alavanca oportunidades e as empresas acabam precisando de mais colaboradores na equipe para atender à demanda de novos clientes – e a hiperautomação, que, no ano de 2024, está prevista para prover custos operacionais até 30% menores. Essa também foi uma tendência acelerada pelo home office, já que, ao serem colocados para fora da organização, os colaboradores precisam reportar suas entregas, e nesse processo percebem-se trabalhos repetitivos e manuais passíveis de automação.

O seminário O Mercado Financeiro e as Oportunidades com as Fintechs integra as atividades relacionados aos 60 anos do BRDE. A série de encontros, que vai até o dia 29, terá a participação de importantes instituições de fomento, bem como cases de empresas privadas com destaque em negócios que romperam com o modelo tradicional no mercado financeiro. O evento sempre começa às 14 horas e é aberto ao público. Os debates diários serão transmitidos pelo canal do BRDE no Youtube.

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Quinta, 05 Agosto 2021

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