Desafio de inovar e avançar em tecnologia favorece mercado de TI

Gebit Software desenvolveu soluções para vários segmentos e cresceu 77% em 2020
Uma das soluções desenvolvidas pela Gebit para um cliente foi o app OnLive, inicialmente exclusivo para streaming de lives

A Gebit Software, que tem sede em Curitiba, prevê faturar 50% a mais do que em 2020, segundo o CEO Filipe Gevaerd (na foto com o sócio João Paulo Zerek). O percentual é ainda mais expressivo diante da curva de crescimento iniciada em 2019, quando avançou 71% sobre 2018, somando receitas de R$ 2,3 milhões. Em 2020, durante a pandemia, o desempenho confirmou a tendência, com alta de 77% nos números. A explicação vem do desenvolvimento de processos que atendem à grande demanda do mercado por inovação e tecnologia, revela Gevaerd.

A estimativa para o segmento era de um avanço de 20% no ano passado, segundo previsões da Advance Consulting, com base em uma pesquisa com 4,5 mil empresas brasileiras de TI ao longo de 2019. "Estávamos muito bem preparados para atender a essa demanda crescente no nosso setor. Obviamente não podíamos prever uma crise dessa proporção. Porém, conseguimos aproveitar as oportunidades que ela nos trouxe."

Uma das soluções desenvolvidas pela Gebit para um cliente foi o app OnLive, inicialmente exclusivo para streaming de lives, que estouraram nas plataformas digitais a partir de março de 2020, como opção de entretenimento durante a quarentena. Em um primeiro momento a plataforma foi pensada para dar aos artistas uma possibilidade de continuar mostrando arte e talento ao seu público, cobrando por conteúdo. Mas o negócio evoluiu e incluiu profissionais de outras áreas, como gastronômica, fitness, religiosa e empresarial, interessados em oferecer cursos e treinamentos, conta o diretor executivo da OnLive, André Bertolucci. "Percebemos que era uma plataforma com tecnologia para recomeços e novas oportunidades." Em apenas dois meses o app estava com a primeira versão no ar e mais de 200 conteúdos disponíveis.

Bertolucci estima uma receita de R$ 6 milhões para a Onlive neste primeiro ano. "Para isso, prevemos movimentar de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões, com venda de produtos, serviços e conteúdo digital", antevê. A comercialização de produtos é o que movimenta a segunda fase do projeto, que será relançado em março, com aposta no mercado de shopstreaming. Esta é uma tendência mundial, explorada há oito anos pelo Alibaba e há menos de um pela Amazon, como um dos efeitos da pandemia. "É o conceito do infomercial, como faz há anos o canal de vendas Shoptime, com a diferença de que é uma live, com um chat e uma vitrine de produtos na tela", explica Bertolucci.

Crescimento absurdo
Especializada em nuvem, cloud computing e Amazon Web Services (AWS), a Cloudster chegou a perder 20% dos negócios no primeiro semestre de 2020, mas não somente recuperou o índice a partir de junho passado, como cresceu mais 40%, fechando o ano com acréscimo de 60% nos negócios. Em faturamento, o resultado representa R$ 1,7 milhão – 41,67% a mais do que em 2019 (R$ 1,2 milhão). "Um crescimento absurdo. Hoje temos em média cinco propostas ao dia", comemora o CEO da Cloudster, Ricardo Zucolotto.

A perspectiva para este ano é ultrapassar os R$ 2 milhões em faturamento, com projetos de expansão de negócios e mudança na filosofia de serviços. "Vamos buscar soluções alinhadas com essa nova realidade. Muita empresa está precisando digitalizar massivamente para atender à demanda de pessoas que não querem mais voltar para o escritório", avalia. Com oito colaboradores, a Cloudster estima contratar mais 11 pessoas e duplicar este número em 2022.

Com foco em soluções para o mercado de food service, a ACOM Sistemas contou com a solução de seu software de gestão para bares e restaurantes, o ERV Everest ERP EVEREST, para contornar a crise, impactando negócios. Um deles, o restaurante japonês Jun Sakamoto, de São Paulo, que se reinventou após 20 anos no mercado, ao render-se ao delivery. Outro case de grande sucesso foi do Grupo Rubaiyat – com restaurantes no Brasil, Chile, Argentina e Espanha –, que precisou investir em mais tecnologia ao ver seu sistema de delivery entrar em colapso com tantos pedidos.

A solução foi fundamental para a ACOM Sistemas retomar o crescimento a partir do segundo semestre do ano passado, sem precisar reduzir o quadro de funcionários. Para este ano, a expectativa é crescer 15%, estima o CCO, Eduardo Ferreira. "Em 2020, tivemos um ano bastante desafiador. Conseguimos performar bem, com vendas superiores às de 2019. Batemos as metas de contratos novos e número de clientes novos na base, um aumento de 15% superior ao ano passado."

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Visitante
Segunda, 25 Outubro 2021

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