Celesc pretende criar uma comercializadora para operar no mercado livre

Presidente da estatal lamentou a necessidade de aplicação da bandeira vermelha no Brasil
Martins afirmou que a demanda de energia em Santa Catarina já voltou aos níveis pré-pandemia

O presidente da Celesc, Cleicio Poletto Martins, relatou à diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) os investimentos que a estatal vem fazendo e a composição de suas tarifas. Segundo ele, nos últimos 2,5 anos, período em que está à frente da empresa, a Celesc investiu R$ 1,7 bilhão, dos quais, R$ 1,2 bi na área de transmissão.

Ele também lamentou a necessidade de aplicação da bandeira vermelha no Brasil, o que elevou a tarifa em média em 7%. "O reajuste anual da tarifa da Celesc foi de 5,65% e uma única bandeira empurrou mais 7%. Claro, se chover, isso sai", alertou.

Martins informou que os R$ 71 por megawatt-hora (MWh) cobrados pela Celesc representam o menor custo operacional entre todas as concessionárias do país. No entanto, este valor representa 14,5% do total da tarifa.

"Dos R$ 13,5 bilhões que a Celesc arrecada, apenas R$ 2 bilhões ficam com a empresa, para fazer a sua gestão. O restante todo é repassado", afirmou o presidente da concessionária. O valor pago pelos consumidores referentes à bandeira vermelha também é repassado pela Celesc para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

O presidente da Celesc anunciou que a empresa pretende criar uma comercializadora de energia para atuar no mercado livre do insumo. Ele também informou que a demanda de energia em Santa Catarina já voltou aos níveis pré-pandemia, com crescimento de 8,8% no consumo no primeiro semestre em relação aos primeiros seis meses de 2020. No último trimestre, esse crescimento foi de cerca de 18%, também na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Segundo informou Martins, os investimentos realizados pela Celesc desde o início de 2019 compreendem sete subestações, além de outras quatro em construção, que totalizarão a adição de 985 megavoltampère (MVA, unidade de medida de potência em sistemas elétricos de corrente alternada) de energia fornecida no estado, volume próximo do consumo da indústria catarinense, que é da ordem de 1 mil a 1,1 mil MVA. 

O presidente da Celesc informou que mais cinco ou seis subestações devem ser licitadas nos próximos meses. Ainda conforme ressaltou Martins, a estatal atende cerca de 90% do território catarinense, com quase 160 mil quilômetros de rede de média tensão, 6 mil quilômetros de linhas de transmissão, 170 subestações e 22 grandes transformadores. 

O mercado residencial responde por 24% do consumo e o industrial por mais de 40%, aproximando-se dos 50% se considerado o mercado livre.

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Quinta, 21 Outubro 2021

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