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Empresas presentes no ranking 500 MAIORES DO SUL somam mais de R$ 600 bilhões em vendas

O valor dos patrimônios das companhias paranaenses, catarinenses e gaúchas alcançou no ano passado R$ 322,4 bilhões, um avanço de 8,1%
Quem mais faturou foi a catarinense Bunge, com R$ 37,5 bilhões, que também encabeça o ranking como a maior empresa do Sul pela segunda edição consecutiva

O ano de 2020 tinha tudo mesmo para dar certo, não fosse a pandemia que abalou as estruturas econômicas mundo afora. Os resultados das empresas sediadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul demonstram que em 2019 elas estavam acelerando, como revelam os principais indicadores do ranking 500 MAIORES DO SUL, lançado por AMANHÃ e PwC Brasil na manhã nesta terça-feira (8).

Clique aqui para acompanhar a íntegra da coletiva de imprensa com as análises feitas pelas equipes de AMANHÃ e PwC.

Confira aqui as tabelas das 500 MAIORES DO SUL, 100 maiores do Paraná, 100 maiores de Santa Catarina, 100 Maiores do Rio Grande do Sul, além das 500 Emergentes.

Por desde o seu início receber tão somente balanços publicados ou enviados pelas empresas, 500 MAIORES DO SUL sempre destacou a transparência das companhias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul e ajudou a estabelecer parâmetros de compliance para os líderes da região", destaca Jorge Polydoro, publisher do Grupo AMANHÃ.

Juntas, as 500 companhias que formam a elite corporativa do Sul venderam em 2019 R$ 620,9 bilhões, valor 9,5% maior do que no exercício de 2018. Quem mais faturou foi a catarinense Bunge (foto), com R$ 37,5 bilhões, que também encabeça o ranking como a maior empresa do Sul pela segunda edição consecutiva. Mas há mais boas novas. A soma dos patrimônios das 500 alcançou no ano passado R$ 322,4 bilhões, um avanço de 8,1%. Também em 2019, o lucro líquido das 500 saltou 22,5%, para R$ 50,5 bilhões. Itaipu Binacional (R$ 6,1 bilhões), Sicredi (R$ 3,4 bilhões) e Engie (R$ 2,3 bilhões) figuraram entre os lucros mais vistosos.

Em 2019, as companhias da região conseguiram manter as margens em 10,6% das vendas, mesmo índice do ano anterior. Outro alento foi o encolhimento do prejuízo: as perdas diminuíram para R$ 2,3 bilhões, bem menos da metade do prejuízo de 2018 (R$ 7,9 bilhões). Um pouco mais de 20% dessa cifra negativa foi puxada pela estatal gaúcha de eletricidade CEEE, que amargou perdas de R$ 693,1 milhões. Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, a maré vermelha atingiu 65 empresas – 14 a menos que no ranking anterior, com base em balanços de 2018. Resta saber se os bons números de 2019 foram suficientes para dar resiliência para as empresas do Sul neste atípico 2020 – algo a conferir na próxima edição de 500 MAIORES DO SUL.

"Analisamos cerca de 2 mil balanços de empresas da Região Sul. Vimos que muitas dessas companhias estavam em um ritmo acelerado de crescimento, mas tiveram que colocar o pé no freio agora em 2020. A nossa percepção é que o fôlego e a disposição de 2019 ainda existem, estão latentes, e podem ser retomados. O aprimoramento das práticas ligadas à governança, sustentabilidade e diversidade deverão guiar as empresas que querem se manter no topo do ranking para os próximos anos", afirma Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul.

O Paraná dita o ritmo
Seguindo uma tendência da última edição, o Paraná consolida supremacia em relação ao Rio Grande do Sul em indicadores importantes do ranking 500 MAIORES DO SUL. O conjunto das empresas paranaenses desponta com a maior soma de receitas, de patrimônios e de lucros (veja os principais dados na tabela abaixo). Desse modo, as paranaenses também detêm o maior Valor Ponderado de Grandeza, principal critério de classificação do ranking desde sua criação, em 1991. Desenvolvido por PwC Brasil e AMANHÃ, o VPG resulta de uma ponderação dos três grandes números de um balanço: patrimônio (com peso de 50%), receita (40%) e lucro líquido (10%).

Em relação ao prejuízo, as maiores empresas paranaenses não conseguiram repetir o feito da edição anterior, de 2019, com base em balanços de 2018 – na ocasião, figuraram com o menor acúmulo de perdas. Na edição de agora, com balanços de 2019, o valor em vermelho acumulou R$ 890 milhões, cerca de quatro vezes maior que as perdas somadas pelas catarinenses deficitárias (R$ 240 milhões) mas menos do que perderam as gaúchas (R$ 1,1 bilhão). A marca negativa das gaúchas se deve muito pelo mau resultado de uma única empresa, a estatal CEEE, que teve em 2019 um prejuízo de R$ 693 bilhões).

A 30ª edição de 500 MAIORES DO SUL revela um marco para as empresas de Santa Catarina. Com o ingresso da Havan no ranking, pela primeira vez elas batem as gaúchas em volume total de receitas líquidas. Pesou também nesta inversão de posições a ausência do grupo gaúcho Zaffari, que não havia publicado balanço até a data de fechamento deste ranking.

O trunfo do Rio Grande do Sul se dá no ranking setorial, emplacando um número de empresas líderes superior ao do Paraná e de Santa Catarina quando computadas as campeãs por rentabilidade e por volume de vendas em cada setor. Paraná e Rio Grande do Sul têm igual número de empresas (183) entre as 500 Maiores do Sul, e Santa Catarina figura com 134 – nove a mais do que tinha na lista anterior. Este espaço foi conquistado graças ao encolhimento relativo da representação paranaense (menos três empresas) e do Rio Grande do Sul (menos seis).

Santa Catarina também é destaque por apresentar a menor média de endividamento (53,9%), ante 54,2% das representantes do Paraná e 55,1% das companhias do Rio Grande do Sul. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 11,5% (frente a 8,8% das paranaenses e 8,2% das gaúchas).

"O ranking 500 MAIORES DO SUL, que a PwC realiza em parceria com o Grupo AMANHÃ há 30 anos, consolidou-se neste tempo como um dos principais termômetros para o meio corporativo dos três estados. Os resultados desta edição denotam, mesmo com os desafios enfrentados, a pujança da economia da região, que mostrou crescimento em comparação com a última edição do ranking, relativa ao exercício de 2018", afirma Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil.

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Domingo, 18 Abril 2021

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