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Terminal de Paranaguá é arrematado por R$ 25 milhões

Área é destinada à movimentação de veículos
Terminal deve receber investimentos de R$ 22,2 milhões

O terminal PAR12, localizado no Complexo Portuário de Paranaguá (PR), foi arrematado por R$ 25 milhões em outorgas pela Ascensus Gestão e Participação nesta sexta-feira (18) em leilão na B3, a bolsa de valores de São Paulo. O terminal é destinado à movimentação de veículos. A área tem 74 mil metros quadrados e capacidade para 4 mil vagas. Ele foi arrendado para movimentação e armazenagem de carga Ro-Ro, que é o tipo de carregamento que se desloca sobre suas próprias rodas, ou em cima de equipamentos específicos, como a produção automobilística. O Brasil desempenha importante papel no setor de cargas Ro-Ro, com diversas matrizes internacionais da indústria do automóvel investindo recentemente em plantas produtivas no país. Para este terminal, estão previstos investimentos de R$ 22,2 milhões.

"Estamos honrados, pois é esta é a quarta concessão em dois anos de governo. Estamos convictos que faremos do Paraná o hub logístico da América do Sul, pois estamos localizados no centro onde se encontra 70% do PIB do continente. Além do mais, somos um elo entre as regiões Sul e Sudeste", sublinhou o governador Ratinho Junior, logo após o final do certame. Ele também agradeceu ao ministro de infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, presente no evento, pelo apoio dado aos projetos de infraestrutura em solo paranaense.

Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), avaliou o resultado do leilão como sendo satisfatório. "Em 2018, por exemplo, tentamos arrendar o terminal PAR12, mas não tivemos interessados. Desta vez foram três e o valor do arremate superou o valor de investimentos previsto. Esse fato nos surpreendeu positivamente", declarou. Ele também adiantou que o porto deve licitar mais cinco áreas em 2021, sendo uma de líquidos, outra de açúcar ensacado e três de granéis para exportação. O leilão deve ser feito no final do segundo semestre. "São áreas que estão sendo operadas por liminar judicial ou que estão atuando de modo precário há mais de uma década. Nosso objetivo é regularizar essa situação", explicou.

"Esse é um dia a celebrar, pois se tantas empresas estão dando BIDs [traduzido do inglês como "lances" ou "ofertas"] para áreas portuárias é pelo fato de apostarem no Brasil. Que a bolsa garanta um lugar especial ao Ministério da Infraestrutura, pois vamos quebrar o martelo por fadiga. Somente em abril do ano que vem teremos três dias seguidos de leilões aqui. Lembro que só no Paraná serão dois mil quilômetros de estradas a serem concedidas para a iniciativa privada e que devem ser duplicadas", exaltou Freitas, lembrando ainda que o Estado é o primeiro do país a receber autonomia para administrar contratos de exploração de áreas dos portos. Esse leilão, aliás, foi o primeiro gerido totalmente pela empresa pública Portos do Paraná. Com a descentralização, esses recursos – que antes ficavam no Tesouro da União, vão para o caixa da empresa pública paranaense.

Ao responder uma pergunta do Portal AMANHÃ sobre as concessões mais importantes previstas para o Sul no próximo ano, Freitas destacou o leilão de aeroportos do Bloco Sul, além dos portos e rodovias no Paraná e, também, a concessão das BRs 116 e 290 (que necessita de duplicação). "Não há concessão mais ou menos importante, pois um pai ama todos os filhos", comparou.

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Sábado, 27 Fevereiro 2021

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