Complexo Portuário de Itajaí busca recursos da União

Ampliação envolve orçamento de R$ 250 milhões

O Complexo Portuário de Itajaí finalizou, em 2019, um conjunto de obras que envolveu a bacia de evolução e sinalização náutica e permite receber navios de até 350 metros de comprimento, conhecidos como mega ships. Mas são necessários recursos da União para iniciar a segunda etapa das obras, orçada em R$ 250 milhões. A informação foi dada pelo informou o superintendente do porto, Marcelo Werner Salles (foto) que participou de reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da Fiesc e do Conselho de Infraestrutura, nesta quarta-feira (12), em Florianópolis.

"O projeto da segunda etapa está pronto e estamos buscando os recursos para dar continuidade. Se não fizermos as obras, futuramente teremos impacto na movimentação dos contêineres", disse Salles, lembrando que todos os novos navios que estão sendo contratados são de 400 metros de comprimento, o que exige readequação da estrutura para receber essas embarcações maiores. "Começamos a primeira etapa em 2012 e efetivamos em 2019. Então tem de começar a segunda etapa hoje para ter as condições que serão exigidas", afirmou. A segunda etapa compreende obras como o realinhamento do molhe norte, com o aumento do canal externo e ampliação da distância entre os molhes norte e sul.

Segundo ele, nos últimos três anos (2017 a 2019), a movimentação de contêineres do Complexo Portuário de Itajaí cresceu 150%. Salles também disse que 70% das exportações catarinenses no ano passado saíram por Itajaí. O superintendente ressaltou que investimentos no porto refletem positivamente na sociedade. "Não é investir no porto de Itajaí, mas sim, investir na atividade econômica de Santa Catarina. A infraestrutura tem um impacto socioeconômico muito grande", afirmou.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destacou que Santa Catarina tem a segunda maior movimentação de contêineres do país e responde por 19% do total nacional. "Sem uma infraestrutura adequada, que permita a chegada e a saída de contêineres dos portos com agilidade, podemos perder atratividade", disse, lembrando ainda que há um dado internacional que mostra que um contêiner movimenta cerca de US$ 1,2 mil na economia. "Infraestrutura é a grande demanda de Santa Catarina. Temos que nos preparar para o futuro. As tendências são navios maiores e temos que nos preparar para recebê-los. Os dados confirmam a importância de termos portos dinâmicos e atrativos", completou.

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Terça, 07 Dezembro 2021

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