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Mercado de fusões e aquisições volta a crescer no segundo semestre

PwC prevê que o Brasil pode atingir um volume de 1 mil transações até o fim do ano
“Podemos dizer que efetivamente vivenciamos a tão falada recuperação em V, e que a pandemia vem sendo responsável por acelerar o volume de transações”, avalia Mikail Ojevan, diretor da PwC Brasil

O segundo semestre começou aquecido para o mercado de fusões e aquisições. De acordo com a consultoria PwC Brasil, no mês de julho foram anunciadas 88 transações, volume 22% superior ao mesmo mês de 2019, que teve 72 movimentações. Em julho deste ano, a quantidade de negócios voltou ao patamar aquecido do início do ano. Janeiro teve um acumulado de 89 transações e fevereiro de 79.

Para o diretor da PwC Brasil, Mikail Ojevan (foto), os dados revelam que o impacto da crise da Covid-19 foi menos traumático do que o esperado inicialmente e o mercado de fusões e aquisições mostra que tem força. "No início do ano a projeção era de 1 mil transações de fusões e aquisições. Com a crise esse número passou para 800. Agora, nossa perspectiva é que o Brasil atinja um recorde histórico no volume de transações, chegando justamente nas 1 mil operações previstas anteriormente. Podemos dizer que efetivamente vivenciamos a tão falada V-Shaped Recovery, ou recuperação em V, e que a pandemia vem sendo responsável por acelerar o volume de transações, antes represado ou até mesmo que não era necessário em um cenário pré-Covid", analisa Ojevan.

Segundo ele, o mercado também sentiu os reflexos da aceleração da digitalização das empresas nos último meses, "Se pensarmos, por exemplo, somente nas questões de transformação digital em um cenário pós-coronavírus, existe uma quantidade enorme de transações que ocorreram, estão ocorrendo e ocorrerão até o final de 2020 e que permeiam os mais diversos setores da economia, como os setores financeiro, educacional, saúde, varejo, serviços, entre outros", esclarece.

No período de janeiro a julho o acumulado foi de 483 transações, um volume 23% superior à média dos últimos 5 anos (392 transações), com aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior (462 transações). A Região Sudeste mantém 66% do interesse dos investidores nos negócios anunciados, com 321 transações, de janeiro a julho de 2020 O Sul ficou em segundo lugar, com 17% das transações. Foram anunciadas 80 movimentações, aumento de 21% em relação ao mesmo período de 2019 (66 transações).

Em todo o país, o setor de Tecnologia da Informação (TI) se manteve na liderança, com 172 transações. Em segundo lugar ficaram os serviços auxiliares, com 40 operações. Já os serviços público, financeiro e serviços de saúde, acumularam de janeiro a julho 28, 27 e 18 movimentações, respectivamente. Nos próximos meses, as operações devem estar concentradas nos segmentos que estão prevendo uma recuperação mais rápida, como o setor de tecnologia da informação, serviços financeiros, educação, varejo e saúde.

De acordo com o diretor da PwC Brasil, as companhias estão passando por processos de redução de custos, transformação digital mais do que acelerada ("turbinada") e reestruturação dos negócios. Portanto, o mercado de fusões e aquisições pode ser uma boa saída. "Muitas oportunidades estão surgindo nas dificuldades enfrentadas pelas empresas, por isto, o jeito está sendo realizar uma transformação digital acelerada orgânica ou inorganicamente. Ou ainda olhar para o concorrente, que também passa por problemas parecidos, tentar unir os negócios para sobreviver aos efeitos da pandemia e voltar a ganhar o mercado com ainda mais força", conclui Mikail.

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Sábado, 31 Outubro 2020

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