Acordo Mercosul–UE entra em vigor e zera tarifas de 80% das exportações a Europa
A partir desta sexta-feira (1º), entra em vigor provisório o acordo entre Mercosul e União Europeia, que marca o início de uma abertura comercial inédita entre os dois blocos. Após décadas de negociação, os blocos concluíram os procedimentos internos, permitindo o início da redução gradual de tarifas.
O acordo cria uma zona que conecta um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. De acordo com dados calculados pela CNI, mais de 5 mil produtos terão tarifa zero no mercado europeu assim que o acordo entrar em vigor, o equivalente a mais de 80% das importações da União Europeia de bens brasileiros em 2025. Desses produtos, alguns já são livres de alíquotas de importação e outros 2.932 passarão a ter tarifa zero, sendo 93% (2.714) bens industriais.
Nesta primeira etapa, passa a valer a esfera comercial do acordo que promove, dentre outras coisas, a redução de tarifas, compras governamentais e facilitação de comércio. Esse é considerado o acordo mais moderno e abrangente já negociado pelo bloco sul-americano, visto como uma oportunidade de virada estratégica para a indústria brasileira.
Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o acordo amplia o acesso preferencial para um dos mercados mais estratégicos do mundo e oferece maior previsibilidade regulatória. "O acordo representa uma oportunidade para ampliar, de forma significativa, a presença do Brasil no mercado internacional e fortalecer a agenda de competitividade industrial do país", explica. Hoje, os países que o Brasil mantém acordos comerciais respondem por 8,9% das importações mundiais. Com a integração Mercosul-União Europeia, esse percentual pode chegar a 37,6%.
Entre os 2.932 produtos que possuem tarifas e terão redução imediata, alguns setores se destacam:
• Máquinas e equipamentos (21,8%);
• Alimentos (12,5%);
• Produtos de metal (9,1%);
• Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%);
• Químicos (8,1%).
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