Salto no acesso ao crédito impulsiona intenção de consumo das famílias
Índice registrou avanço de 0,8% na primeira pesquisa do ano
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), pesquisa apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada nesta quinta-feira (22), iniciou o ano com um avanço de 0,8% em janeiro, após o ajuste sazonal. O resultado consolida a trajetória de alta iniciada em novembro do ano passado e reflete um crescimento de 0,7% na comparação anual frente a janeiro de 2025. O desempenho é sustentado, principalmente, pela maior facilidade no acesso ao crédito e pelo aumento do desejo das famílias por bens duráveis.
O indicador de acesso ao crédito registrou o maior salto na comparação anual, com alta de 8,5%. Atualmente, 35,8% dos consumidores consideram que obter crédito está mais fácil, o maior percentual registrado desde maio de 2015. Paralelamente, o item que mede o momento para compra de duráveis apresentou o crescimento mensal mais expressivo do levantamento, com alta de 3,8% (e +4,7% no ano). Esse cenário é corroborado pela queda na inadimplência observada no encerramento de 2025, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
O indicador de acesso ao crédito registrou o maior salto na comparação anual, com alta de 8,5%. Atualmente, 35,8% dos consumidores consideram que obter crédito está mais fácil, o maior percentual registrado desde maio de 2015. Paralelamente, o item que mede o momento para compra de duráveis apresentou o crescimento mensal mais expressivo do levantamento, com alta de 3,8% (e +4,7% no ano). Esse cenário é corroborado pela queda na inadimplência observada no encerramento de 2025, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
"O maior controle da inflação e a ampliação do acesso ao crédito têm preservado o poder de compra das famílias de até dez salários-mínimos", avalia o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. "É uma alternativa que incentiva o consumo, mas que deve ser utilizada com responsabilidade para não gerar mais dívidas e ciclos de inadimplência, como o que vimos no meio do ano passado", analisa. O crescimento do consumo em janeiro foi impulsionado justamente pelas famílias com renda de até dez salários mínimos, cuja intenção de compra superou em 1,7% o nível de janeiro do ano anterior. Para este grupo, o indicador de acesso ao crédito avançou 11% no período.
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