Rio Grande Do Sul

Índice de Desempenho Industrial do RS cai em agosto

Resultado foi influenciado pela queda de 7% nas compras industriais

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No acumulado do ano o IDI-RS caiu 3,9%

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS), divulgado pelo Sistema Fiergs, recuou 1,5% em agosto, na comparação com julho, na série com ajuste sazonal. Com isso, acumula duas quedas consecutivas.

“A atividade industrial gaúcha continua sem consolidar uma trajetória de recuperação consistente depois do enfraquecimento verificado em 2025, mas, ao menos, a retração acumulada do ano continua perdendo intensidade, o que sinaliza uma desaceleração do movimento de queda da atividade”

Claudio Bier, presidente do Sistema Fiergs

Em agosto, a queda do IDI-RS foi influenciada principalmente pelas compras industriais, que recuaram 7,1%. Na sequência, registraram-se quedas de 2,5% nas horas trabalhadas na produção e de 0,8 ponto percentual na utilização da capacidade instalada (77,2%).

O emprego oscilou negativamente em 0,1%, enquanto a massa salarial permaneceu estável. Quem avançou foi o faturamento real, 2,2%, interrompendo duas quedas consecutivas.

Comparação interanual e acumulado do ano

Na comparação com agosto de 2025, o IDI-RS recuou 3,3%. O resultado foi influenciado, principalmente, pela queda de 5,5% nas horas trabalhadas na produção. Também caíram as compras industriais (-4,4%) e o faturamento real (-4,1%). A utilização da capacidade instalada recuou 1,6 ponto percentual. Já os indicadores do mercado de trabalho apresentaram quedas menos intensas, com redução de 1,1% no emprego e de 0,9% na massa salarial real.

No acumulado de 2026 até agosto, o IDI-RS caiu 3,9%. Essa retração, no entanto, vem perdendo força ao longo do ano: em janeiro, era de 9,2%, 5,3 pontos percentuais acima do resultado registrado até agosto.

Todos os componentes do IDI-RS apresentaram queda nessa base de comparação, com recuos de 7,5% nas compras industriais, 6,1% no faturamento real e 5,4% nas horas trabalhadas na produção.

Diminuições de menor magnitude foram observadas no emprego (-1%), na massa salarial (-0,9%) e na utilização da capacidade instalada (-0,6 ponto percentual).

Em relação aos segmentos incluídos na pesquisa, 11 caíram e quatro cresceram no acumulado do ano. Os avanços foram em alimentos (6,2%), metalurgia (9,4%), móveis (0,7%) e têxteis (4,8%). Em sentido contrário, as principais contribuições negativas vieram de máquinas e equipamentos (-14%), veículos automotores (-4,9%), couros e calçados (-4,6%) e borracha e plástico (-9,1%).