Um ano para ser lembrado
No exercício de 2025, as cem maiores companhias gaúchas tiveram a maior soma de vendas, assim como do patrimônio, além de exibirem o menor prejuízo

Depois de terem enfrentado todas as consequências econômicas das enchentes em 2024, as cem maiores companhias do Rio Grande do Sul têm muito a comemorar. No exercício de 2025, as empresas presentes na lista de AMANHÃ e PwC Brasil tiveram um desempenho extraordinário quando comparadas com os resultados obtidos pelas cem maiores catarinenses e paranaenses. Em vendas, por exemplo, o Rio Grande do Sul toma a ponta com R$ 431,7 bilhões, total um pouco maior que atingiu o Paraná (R$ 427,7 bilhões) e Santa Catarina (R$ 405,5 bilhões). O patrimônio também avançou, saltando para R$ 201,8 bilhões (as paranaenses atingiram R$ 200,7 bilhões e as catarinenses R$ 172,8 bilhões).
Com isso, o Rio Grande do Sul também obteve o maior VPG entre as cem maiores, já que receita e patrimônio respondem por 90% do principal indicador de 500 MAIORES DO SUL. Também em comparação com os estados vizinhos, o Rio Grande do Sul teve a menor soma dos prejuízos, com R$ 1,4 bilhão, um pouco abaixo do Paraná (R$ 1,5 bilhão) e Santa Catarina (R$ 2 bilhões).
Enquanto Sicredi e Banrisul permanecem em primeiro e segundo lugares, as posições intermediárias apresentaram mudanças no ranking das cem maiores empresas. CMPC e Lojas Renner trocaram de lugar, com a Yara ocupando a quinta posição. A fabricante de fertilizantes voltou a fazer parte da lista, pois a companhia não publicou em tempo hábil seu balanço na edição anterior. A 3tentos Agroindustrial permaneceu na sexta colocação e a RGE desceu dois degraus.
A ARGENTA galgou uma posição e a Randoncorp agora é a nona, duas colocações abaixo na comparação com o anuário de 2025, baseado nas demonstrações financeiras de 2024. O Grupo SLC fecha o Top-10, sendo seguido pela Camil Alimentos que desceu dois degraus e, agora, é a 11ª colocada (veja os detalhes na tabela abaixo). Além da Yara, também voltaram ou debutam entre as cem maiores gaúchas a Agrale, Brasil Tecnologia, China Brasil Tabacos, Cotrisul, CTA, ECB Holding, Granja Pinheiros, Irani Papel e Embalagem, Prolec GE Brasil, Sponchiado Participações e Unifertil.
Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2025 publicados ao longo do primeiro semestre de 2026.