100 maiores do Paraná: onde o cooperativismo é pujante
Responsáveis por quase um terço da receita total entre as cem maiores do Paraná, as cooperativas de produção exibem seu valor no maior ranking regional de empresas do Brasil

O fato de a Coamo exibir a maior receita líquida entre as cem maiores empresas do Paraná diz muito sobre a pujança do cooperativismo no estado. As cooperativas de produção têm o maior número de companhias no Top 100 elaborado por AMANHÃ e PwC Brasil. São, no total, 14 contra 12 representantes do comércio, por exemplo.
Elas foram responsáveis, no exercício de 2025, por uma receita somada de R$ 427,7 bilhões, quase um terço de todas as vendas feitas pelas cem maiores empresas do Paraná. O faturamento das cooperativas também é praticamente o triplo do valor alcançado pelas varejistas (R$ 48,8 bilhões). Entre as dez primeiras do ranking, a vice-líder Coamo e a quarta colocada Lar ganharam a companhia da C.Vale, agora dona da sexta posição.
O poderio das cooperativas no Top 10 poderia ser ainda maior, caso a Cocamar não tivesse caído para a 11ª posição. Além disso, a Klabin avançou uma posição e a Rumo caiu para o quinto lugar. A Renault, que voltou a publicar seu balanço em 2026, é a sétima, sendo seguida pela Sanepar, Itaipu e Electrolux. A Copel segue no topo, de acordo com o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), principal índice usado em 500 MAIORES DO SUL, exibindo ainda o maior patrimônio líquido e o maior lucro líquido (veja os detalhes na tabela abaixo).
Uma dúzia de empresas estreiam ou voltaram para o ranking das cem maiores paranaenses. O grupo é formado pela Fazenda Junqueira, Coonagro, EPR Iguaçu, Gazin Holding, Hospital Santa Cruz, Infra BR V Rodovias, Ligga Telecomunicações, Renault, Rio Benedito, THP Triunfo, Unidas Locações e Serviços e Unimed do Estado do Paraná.
O faturamento aumentou 13,3% entre 2024 e 2025, enquanto o patrimônio avançou 7,7%, para R$ 200,7 bilhões.
Outra boa notícia é a redução dos prejuízos somados que diminuíram para R$ 1,5 bilhão, sendo que a THP Triunfo (R$ 422 milhões) e a Electra Comercializadora de Energia (R$ 268,9 milhões) foram responsáveis por 46,1% desse valor. A soma dos lucros também aumentou para R$ 30 bilhões, elevação de 5,6% quando comparado ao exercício de 2024.
Sobre o critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG).
O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2025 publicados ao longo do primeiro semestre de 2026.