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Interesse por compras on-line deve continuar após pandemia

Hipermercados poderão ser transformados em minicentros de distribuição
Segundo o Instituto Locomotiva, 45% já compravam pela internet e passaram a adquirir ainda mais durante o isolamento social

O interesse dos consumidores em fazer compras on-line, alavancado pelo isolamento social, deverá permanecer após a pandemia, revela a pesquisa Impactos da Pandemia no Comportamento do Consumo do Brasileiro, realizada pelo Instituto Locomotiva. Foram ouvidas 2.006 pessoas de 72 cidades de todo o Brasil.

O estudo revela mostra que 50% dos entrevistados que frequentavam livrarias e papelarias não fariam mais questão de ir às lojas físicas depois da quarentena. As lojas de artigos para crianças também sofreriam (49%), seguidas pelas perfumarias e petshops (44%), lojas de departamento e shopping centers (41%) e a lojas de material de construção (38%).

"Durante mais de três meses, as pessoas passaram a digitalizar uma série de processos de compra. Isso fez com que o processo de compra [on-line] tenha se tornado muito funcional. Por isso que shoppings vão ter de oferecer um serviço muito diferente a partir de agora. A experiência de compra vai passar a contar muito mais para justificar o consumidor indo para uma loja física", analisa Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Segundo a pesquisa, 10% das pessoas não compravam pela internet e passaram a ter esse hábito durante a quarentena; 45% já faziam isso e passaram a adquirir ainda mais nesse período; 24% já utilizavam a web e continuaram comprando o mesmo volume; 11% já compravam, mas passaram a comprar menos; e 10% ainda não fazem utilizam o e-commerce.

"Não tenho dúvida nenhuma de que [a compra on-line] veio para ficar. Tivemos pessoas que não compravam, passaram a comprar; e pessoas que só compravam algumas categorias e passaram a comprar outras categorias. E a frequência de quem já comprava cresceu também", ressalta Meirelles. De acordo com o presidente do Instituto Locomotiva, o novo patamar alcançando pelas lojas on-line irá forçar uma integração das lojas físicas com elas. "A experiência nessas lojas [físicas] vai mudar, então será um espaço para experimentação, será um espaço onde a experiência de compra vai ganhar força. Vamos começar a ter consumidores que vão comprar pela internet e retirar na loja. E comprar na loja e pedir para entregar em casa. Vamos ter a transformação de grandes hipermercados, por exemplo, em minicentros de distribuição, de produtos e serviços. Na prática, o século 21 do varejo começa agora", antevê Meirelles.

Com Agência Brasil

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Sábado, 08 Agosto 2020

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