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Infraestrutura

RS estuda viabilidade para transporte de altíssima velocidade

RS estuda viabilidade para transporte de altíssima velocidade

Hyperloop pode atingir até 1.200 quilômetros por hora

A viagem de Porto Alegre até Caxias do Sul seria reduzida para apenas 12 minutos

O governo do Estado, através do programa Techfuturo, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), e a empresa global de transportes HyperloopTT, assinaram nesta terça-feira (19) um acordo para o estudo inicial de viabilidade da rota Porto Alegre–Serra para um transporte de altíssima velocidade pelo sistema hyperloop, para passageiros ou cargas, que pode atingir até 1.200 quilômetros por hora. O destino seria Caxias do Sul, cuja viagem hoje dura até uma hora e 40 minutos. Esse tempo poderia ser reduzido para 12 minutos. No entanto, como será preciso ainda projetar o traçado, esse deslocamento pode levar até meia hora, no máximo. O estudo, o primeiro para um sistema hyperloop na América Latina, conta com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O sistema é uma cápsula que se move sobre trilhos utilizando energia solar. "Pode parecer algo excessivamente futurista, mas trabalhamos com uma gestão inovadora e tecnicamente responsável e sonhadora. O governo tem suas dificuldades financeiras, mas o Rio Grande do Sul nunca deixou de ser empreendedor e rico em capacidades", destacou o governador Eduardo Leite. "O propósito desse memorando é descobrir através do estudo se o projeto terá viabilidade técnica e econômica, além do valor a ser investido e quanto tempo a obra levará para ficar pronta", explicou Luís Lamb, secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia. "Será preciso estimar a demanda de carga e de passageiros da região, mas para viabilizar também será preciso que tenhamos regulação por parte do governo", informou Ricardo Penzin, diretor da HyperloopTT na América Latina. O levantamento deverá ser entregue pela UFRGS em até cinco meses.

"Atualmente não há metrô ou ferrovia que tenha lucratividade no mundo. Sem contar que costumam utilizar recursos públicos. Já o Hyperloop pode ser lucrativo, pois tem baixo custo operacional e será financiado pela iniciativa privada", afirmou o presidente e fundador da HyperloopTT, Dirk Alhborn. A companhia fez um estudo semelhante nos Estados Unidos onde a rota Chicago-Pittsburgh se mostrou viável, inclusive com margem de lucro. Segundo Alhborn, a primeira linha comercial do Hyperloop será feita em Abu Dahbi, nos Emirados Árabes Unidos.