Infraestrutura

Corsan investe em obras de esgotamento sanitário no RS

Recursos fazem parte do plano de universalização previsto no Marco Legal do Saneamento

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Nova estação de tratamento de esgoto de Iraí recebeu R$ 3,6 milhões em investimentos e tem capacidade para processar 864 mil litros por dia · Foto: Divulgação

O cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento, que estabelece para 2033 o atendimento de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto, está por trás de um conjunto de investimentos de mais de R$ 300 milhões realizados pela Corsan no Rio Grande do Sul. Desde julho de 2023, a companhia concluiu 20 obras em estações de tratamento de esgoto (ETEs) de 18 municípios, entre construções de novas unidades, ampliações e modernizações.

A entrega mais recente ocorreu em Iraí, no Norte do Estado, na quarta-feira (28).

A nova estação tem capacidade para tratar 864 mil litros de esgoto por dia e recebeu R$ 3,6 milhões em investimentos. Inicialmente, atenderá cerca de 800 imóveis. Considerando também as redes coletoras e outras estruturas, os recursos destinados ao município ultrapassam R$ 9,6 milhões em 2026.

Ampliação da cobertura

Quando a Corsan iniciou esse ciclo de investimentos, em julho de 2023, 257 dos 317 municípios atendidos pela companhia não tinham cobertura de esgotamento sanitário. Desde então, as intervenções em estações de tratamento alcançaram cidades de diferentes regiões, como Canoas, Passo Fundo e Bento Gonçalves, além de municípios de menor porte, como Aceguá e Não-Me-Toque. Em 2026, também entraram em operação as unidades de Barra do Quaraí e Itapuã, em Viamão.

Do total de 20 obras concluídas, 12 correspondem à construção de novas estações, duas são ampliações e seis, modernizações. Segundo a presidente da Corsan, Samanta Takimi, a expansão da infraestrutura busca reduzir o déficit histórico do Estado no setor. “Estamos enfrentando um atraso de décadas com investimentos, planejamento e capacidade de execução. Cada estação entregue significa mais esgoto tratado, menos poluição nos mananciais e melhores condições de saúde para a população. Nosso compromisso é acelerar essa transformação, levando um serviço essencial a municípios de todos os portes e avançando em direção à universalização até 2033”, afirma.

O avanço também aparece na implantação de redes coletoras. Em 2022, aproximadamente 600 mil imóveis tinham infraestrutura de esgoto disponível nas áreas atendidas pela Corsan. Atualmente, são cerca de 1 milhão. A extensão anual de redes implantadas passou de 40 quilômetros, em 2022, para 604 quilômetros em 2025. A previsão da companhia é chegar a 800 quilômetros até o final de 2026. Neste ano, há obras em andamento ou programadas em quase 80 municípios.

Estações modulares

Outra estratégia adotada pela companhia para acelerar a expansão é o uso de estações modulares, produzidas em parceria com empresas gaúchas. Conforme a Corsan, a tecnologia pode reduzir o prazo de implantação de uma unidade de aproximadamente dois anos para quatro meses, dependendo das características de cada projeto.

Além da construção das estações e da ampliação das redes, a conexão dos imóveis à infraestrutura disponível é uma etapa necessária para que o esgoto coletado seja efetivamente encaminhado ao tratamento. A companhia ressalta que a adesão dos moradores às redes instaladas é fundamental para reduzir o lançamento de resíduos sem tratamento em rios, arroios e lagoas.