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Empresa

FCC investe R$ 20 milhões em fábrica de E-TPU em Campo Bom

Planta em Campo Bom é a primeira na América Latina na produção comercial de E-TPU

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Unidade tem capacidade inicial para viabilizar a produção de 1,5 milhão de pares de calçados por mês · Foto: Divulgação

A FCC iniciou, em Campo Bom (RS), a produção da primeira fábrica da América Latina dedicada ao poliuretano termoplástico expandido, o E-TPU. O material é utilizado principalmente em entressolas de calçados esportivos de alta performance e casuais.

Com investimento de R$ 20 milhões, a nova unidade traz ao Brasil uma tecnologia até então dependente de importações e amplia a capacidade da indústria. A primeira fase da operação tem capacidade produtiva de 150 mil quilos de E-TPU por mês, volume suficiente para a fabricação de cerca de 1,5 milhão de pares de calçados.

“Estamos internalizando uma tecnologia estratégica, formando competências técnicas no Brasil e criando condições para que nossos clientes desenvolvam produtos de maior valor agregado com mais proximidade, segurança de fornecimento, capacidade de customização e maior competitividade”, afirma Marcelo Reichert, CEO da FCC. “Na prática, isso significa maior acesso a materiais de alta performance para o calçado nacional”, sintetiza.

“O domínio da matéria-prima e do processo de expansão nos dá condições de trabalhar junto aos clientes desde a formulação até o desempenho final do calçado. Esse conhecimento é o principal diferencial do projeto e reforça nossa estratégia de inovação aplicada à indústria”

Francisco Gonçalves, diretor de negócios da FCC

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O material também apresenta vantagens de processo sobre o EVA Divulgação

Salto para a indústria nacional

A nova planta representa uma nova etapa do projeto apresentado pela FCC ao mercado em 2025. A FCC já trabalhava com a comercialização de E-TPU importado. Com a fábrica, a oferta se multiplica para calçadistas fabricantes nacionais e cria oportunidades para a exportação de componentes prontos, especialmente para outros países da América Latina, que também dependem da importação de E-TPU.

A estrutura foi projetada em módulos e conta com espaço para a instalação de um novo reator, permitindo ampliar a produção de acordo com o crescimento da demanda.

O material também apresenta vantagens de processo. O E-TPU gera perdas muito reduzidas em comparação com o EVA — amplamente utilizado na produção de entressolas —, e pode ser reaproveitado na fabricação de TPU ou incorporado a um novo ciclo produtivo. Com isso, aumenta o valor agregado dos calçados brasileiros.