Taxa de desocupação é de 5,3% entre junho eagosto
Empregos com carteira assinada atingem maior número da série histórica

A taxa de desocupação chegou a 5,3% no trimestre de junho a agosto, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE. Com isso, a população ocupada chegou ao maior número da série histórica, 103,5 milhões de pessoas, uma alta de 0,8% no trimestre.
A população desocupada chegou a 5,8 milhões, uma queda de 4,6% com relação ao trimestre de março a maio. O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,9%. Já o grupo de pessoas que desistiu de procurar emprego é de 2,4 milhões de pessoas, e acumula queda de 11,9% no ano.
A mesma pesquisa mostra que o rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.777. O indicador ficou estável no trimestre e cresceu 3,7% no ano.
Recorde de empregos com carteira assinada
O número de empregados no setor privado com carteira assinada, exceto trabalhadores domésticos, foi de 39,5 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado foi de 13,7 milhões.
O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. Também o número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada.
Taxa de subutilização é de 13,1%
A taxa composta de subutilização, porcentagem da força de trabalho que não está trabalhando o máximo possível ou que está fora do mercado por desânimo, mas gostaria de trabalhar, foi de 13,1%. A população subutilizada é de 15 milhões de brasileiros, um recuo de 6,5% no ano.
A população subocupada por insuficiência de horas (4,3 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,2% no ano. Já a população fora da força de trabalho (66,4 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 0,9% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.