Economia Negocios

IPCA fica em 0,82% em setembro, puxado pela conta de luz

Habitação teve maior impacto positivo

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Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram variação positiva em setembro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma variação de 0,8% em setembro, marcando um aumento de 1,14 ponto percentual em relação ao índice negativo de 0,3% observado em agosto.

No acumulado do ano, o IPCA apresenta alta de 3,9%, enquanto nos últimos 12 meses, o índice alcançou 4,6%, superando os 4,2% dos 12 meses anteriores. Em setembro de 2025, a variação foi de 0,5%.

Habitação, transporte e alimentação tiveram maiores altas

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram elevação em setembro. Habitação registrou a maior alta e impacto (2,3%). Na sequência, transportes (0,9%) e alimentos e bebidas (0,8%).

A energia elétrica residencial teve um aumento de 8%, em decorrência do término da incorporação do Bônus de Itaipu, que foi creditado nas faturas de agosto, e da vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,88 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Além disso, o gás encanado apresentou uma leve variação de 0,05%.

A variação do grupo de transportes, que alcançou 0,9%, é impulsionada pela alta de 9,7% nas passagens aéreas e por uma elevação de 1,4% nos preços dos combustíveis. Entre os combustíveis, o etanol teve um acréscimo de 3,2%, seguido pelo óleo diesel com 1,7%. A gasolina que subiu 1,2% e o gás veicular que registrou uma leve alta de 0,10%.

O grupo de alimentação e bebidas registrou aumento de 0,83% em setembro, revertendo três meses de quedas consecutivas. A alimentação no domicílio teve um aumento de 0,9%, impulsionada pelas altas nos preços do tomate (37,8%), da batata-inglesa (24,%), da cebola (10,2%), do arroz (4,6%) e das carnes (0,6%). Por outro lado, as quedas mais significativas foram observadas no frango inteiro (-1,9%), frango em pedaços (-1,4%) e nas frutas (-1,1%).

No que diz respeito à alimentação fora do domicílio, houve uma aceleração de 0,4% em agosto para 0,5% em setembro. As refeições passaram de 0,2% para 0,5%, enquanto os lanches desaceleraram de 0,6% para 0,5% no mesmo período.