Economia Negocios

Confiança do industrial gaúcho avança em outubro, diz Fiergs

Índice avançou 3,1 pontos em outubro, mas segue abaixo da taxa de confiança, indicando cautela dos industriais

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Puxado pelas expectativas, Icei-RS subiu para 45,5 pontos, mas continua em campo negativo · Foto: Prefeitura de Sapiranga/Divulgação

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) avançou 3,1 pontos em outubro, passando de 42,4 para 45,5 pontos. Apesar da alta, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, o que revela falta de confiança, evidenciando a cautela dos empresários. O levantamento foi divulgado na quarta-feira (21) pelo Sistema Fiergs.

A confiança do industrial gaúcho apresentou uma recuperação modesta em outubro, impulsionada quase exclusivamente pela melhora das expectativas para os próximos seis meses, segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.

“No cenário nacional, as incertezas políticas e econômicas e as mudanças na jornada de trabalho reforçam as preocupações com a produtividade, a produção e o emprego. No âmbito internacional, as tensões no Oriente Médio mantêm os riscos relacionados ao petróleo, enquanto o fortalecimento do El Niño amplia as incertezas sobre a agropecuária, a infraestrutura e os preços dos alimentos”, declarou Bier.

Condições atuais avançam, mas seguem negativas

O índice de condições atuais avançou 0,8 ponto em outubro, chegando a 38,6. O indicador permanece abaixo dos 50 desde novembro de 2024, evidenciando que as avaliações negativas sobre o cenário corrente seguem bastante disseminadas entre os industriais gaúchos.

O índice de condições da economia brasileira, componente do índice de condições atuais, passou de 29,6 para 30,9 pontos, uma alta de 1,3 ponto. Ainda assim, 62,4% dos empresários afirmaram que as condições econômicas pioraram ou pioraram muito, enquanto 36,8% consideraram que permaneceram inalteradas.

Já o índice de condições da empresa, outro componente do indicador, alcançou 42,4 pontos, avanço de 0,5 ponto em relação a setembro, interrompendo três meses consecutivos de queda.

Mesmo com a melhora, as condições dos próprios negócios seguem sendo avaliadas de forma negativa em comparação com os seis meses anteriores, tendência observada desde dezembro de 2024. Em outubro, 36% dos empresários apontaram piora ou piora acentuada, enquanto 55,2% disseram que a situação permaneceu inalterada.

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Expectativas dos industriais

O índice de expectativas cresceu 4,1 pontos de setembro para outubro, atingindo o maior patamar do ano (48,9). O índice de expectativas da economia brasileira avançou 5,9 pontos, chegando a 42,4 e registrando o segundo mês consecutivo de alta.

Embora permaneça abaixo dos 50 pontos, o indicador atingiu seu maior nível desde novembro de 2024, sinalizando uma redução do pessimismo dos industriais gaúchos em relação à economia nacional. Ainda assim, 36,8% dos empresários esperam uma piora das condições econômicas nos próximos seis meses, enquanto 47,2% projetam estabilidade.

O índice de expectativas das próprias empresas voltou ao campo otimista em outubro, alcançando 52,2 pontos. A alta recuperou boa parte das perdas acumuladas nas quatro quedas consecutivas anteriores e indica uma perspectiva mais favorável para os negócios. Entre os industriais consultados, 48,8% esperam estabilidade das condições de suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 30,4% projetam melhora.