O Grande Irmão da concorrência

A Britânia mostra como a automação pode ser uma ferramenta que potencializa as habilidades humanas

Esse conteúdo é parte integrante da edição 353 da revista AMANHÃ. Acesse a publicação completa clicando aqui .

Um trabalho manual, repetitivo, demorado, e espalhado por bolsas de planilhas diferentes. Assim foi a análise da concorrência da Britânia. A virada de chave aconteceu ao perceber que o problema não era o acesso aos dados, mas que, com estrutura e automação, eles poderiam se tornar um ativo estratégico contínuo.

Com a implantação de um sistema inteligente de análise de concorrência com automação e dados estruturados , a Britânia alcançou um marco significativo em sua jornada de inovação. A solução proporcionou um aumento de 70% na produtividade da equipe, já que automatizou boa parte das tarefas manuais, permitindo que os colaboradores se dedicassem a funções analíticas de maior valor agregado. A confiabilidade da informação e a eliminação de retrabalhos são outros ganhos expressivos: o que leva uma semana para ser concluído hoje é feito em horas, com dados confiáveis à disposição.

Com uma base de dados impecavelmente estruturada e informações organizadas em dashboards , a empresa deixou para trás as análises reativas baseadas em demandas pontuais de clientes e passou a atuar de forma mais preditiva. Dos analistas de alta gestão, todos têm acesso organizado ao portfólio da concorrência, podem fazer comparações diretas de atributos, preços e posicionamento e decidir com mais facilidade sobre melhorias e novos produtos. Com isso, especialistas que antes se baseavam no “feeling” adquirido com a experiência, agora também têm o respaldo de uma abordagem baseada em dados.

Os benefícios não se limitam à área de inteligência do mercado. Na área comercial, o sistema trouxe melhor embasamento para negociações, o que resultou na melhora das taxas de conversão. No marketing, uma visão mais clara sobre a concorrência e as oportunidades de interferência envolveram campanhas mais alinhadas à realidade do mercado. Já o diretório não precisa mais tomar decisões com base em relatórios pontuais: com acesso rápido a indicadores estratégicos, as decisões são mais ágeis e seguras.


Antes de construir a solução foi necessário encantar a equipe

O sucesso do projeto, no entanto, não se deu apenas pela tecnologia. De acordo com o gerente de TI da Britânia, Giselli Theodoro, o principal desafio foi superar o recebimento de substituição por automação . "Vemos em todos os lugares o medo da inovação. É o medo da inteligência artificial e da automação tirarem o meu trabalho. Então, a primeira coisa que nós tivemos que trabalhar foi o encantamento das pessoas pelo projeto. Mostrar o quanto isso facilitaria o dia a dia, e quanto as pessoas poderiam crescer com essas informações", afirma Giselli. 

Ao mostrar que a mudança moveria o trabalho das tarefas manuais para um papel de mais análise, utilizando seu conhecimento intelectual de forma mais eficaz, a equipe se engajaria de tal forma que o projeto está em sua terceira onda , vinculando-se a outros sistemas e se expandindo para áreas como desenvolvimento de produtos e cadastros .

De acordo com a gerente de T.I. da Britânia, Giselli Theodoro, o principal desafio foi engajar as equipes


A decisão de um desenvolvimento interno, em vez da contratação de uma ferramenta pronta, foi estratégica. A empresa optou por uma solução que pudesse ser totalmente customizada e certificada ao seu DNA . Menor custo e maior flexibilidade para manutenção e melhorias contínuas também foram fatores determinantes na decisão. Para outras empresas que desejam trilhar o mesmo caminho, Giselli compartilha os aprendizados: o primeiro é mapear o processo; definir claramente o objetivo e o resultado esperado da solução. Depois, entender as tecnologias disponíveis e garantir a segurança dos dados, governança e controle de acesso. E, por fim, realize testes de conceito (POCs) antes do desenvolvimento completo para validar resultados e esforços.


Cultura de colaboração 

Fundada há mais de sete décadas, a Britânia construiu uma cultura de inovação que se intensificou nos últimos cinco anos . Esse movimento é fomentado por uma plataforma interna de ideias que abrange todos os âmbitos da companhia. Muitas ideias inovadoras e não convencionais vêm de colaboradores da linha de produção, do abastecimento ou de áreas administrativas, sendo absorvidas e transformadas em soluções que geram novos fãs da cultura de inovação.
A multigeracionalidade também é um diferencial apontado por Giselli, que está há 23 anos na companhia. “Nós juntamos uma grande experiência de Britânia com uma nova geração que está antenada em tecnologia, e fez um match com essas gerações”, destaca.

Além disso, os líderes recebem treinamentos focados em inovação, abrangendo tecnologia, processos e engajamento, para que compreendam a inovação além de sistemas, enxergando uma cadeia de valor completa. A Britânia tabmém realiza hackathons com universidades, absorvendo projetos de estudantes e oferecendo oportunidades de estágio para desenvolver essas soluções.

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Segunda, 21 Setembro 2026

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