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Poupança acumula saques de R$ 66,4 bilhões no ano

Setembro registrou nova retirada líquida, embora em ritmo menor que nos meses anteriores

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No mês passado, os depósitos somaram R$ 338,9 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 348,3 bilhões · Foto: Arquivo AMANHÃ

A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 9,3 bilhões em setembro, com os saques superando os depósitos pelo quarto mês consecutivo, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (9). No acumulado de janeiro a setembro, as retiradas líquidas alcançaram R$ 66,4 bilhões, evidenciando a dificuldade da aplicação em reter recursos.

No mês passado, os depósitos somaram R$ 338,9 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 348,3 bilhões. Apesar do resultado negativo, houve melhora em relação a agosto, quando as retiradas superaram os aportes em R$ 10,5 bilhões. Em setembro de 2025, a saída líquida havia sido ainda maior, de R$ 15 bilhões. Em 2026, maio foi o único mês em que os depósitos superaram os saques, com captação líquida positiva de aproximadamente R$ 2,6 bilhões. Nos demais meses, prevaleceram as retiradas, com destaque para janeiro, quando a saída líquida chegou a cerca de R$ 23,5 bilhões.

O desempenho de setembro foi influenciado principalmente pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), voltado ao financiamento imobiliário, que apresentou saída líquida de R$ 6,1 bilhões. Na poupança rural, os saques também superaram os depósitos, com saldo negativo de R$ 3,1 bilhões. Mesmo com a retirada líquida, os rendimentos creditados nas contas contribuíram para sustentar o volume total aplicado. Em setembro, a remuneração somou R$ 6,5 bilhões, levando o saldo da caderneta a aproximadamente R$ 1 trilhão.