Indústria de fundos registra entradas líquidas de R$ 251,7 bilhões até setembro
Resultado é o segundo melhor para o período nos últimos cinco anos

A indústria de fundos de investimento encerrou os nove primeiros meses de 2026 com captação líquida positiva de R$ 251,7 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado é o segundo melhor para o período dos últimos cinco anos, atrás apenas de janeiro a setembro de 2024, quando os fundos registraram entradas líquidas de R$ 305,1 bilhões.
Os fundos de renda fixa continuam impulsionando o setor, com captação líquida de R$ 136,1 bilhões no acumulado do ano até setembro. Em seguida, aparecem os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com entradas de R$ 56 bilhões, e os ETFs (fundos de índice), com R$ 42,5 bilhões.
“Mesmo em um ano desafiador, marcado por incertezas políticas e econômicas, a indústria de fundos segue demonstrando resiliência, apoiada em categorias que têm conseguido responder a diferentes demandas dos investidores, seja por meio das rentabilidades favorecidas pelo atual patamar de juros, do acesso ao crédito ou de estruturas de menor custo, como os ETFs”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.
Outros fundos que contribuíram para o resultado positivo da indústria foram os FIPs (Fundos de Investimento em Participações), com captação líquida de R$ 39,1 bilhões; os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Produtivas Agroindustriais), com entradas de R$ 9,9 bilhões; e os fundos cambiais, com R$ 810,6 milhões. Já os fundos de previdência registraram resgates líquidos de R$ 12,4 bilhões entre janeiro e setembro, em linha com o observado no mesmo período do ano passado, quando as saídas somaram R$ 11,2 bilhões.