Dois anos de crescimento levam a Mobi7 para o México

Startup curitibana de mobilidade abre a primeira operação internacional

Por Marisa Valério, de Curitiba (PR)

marisa.valerio@amanha.com.br

Ricardo Novo, da Mobi7

A startup curitibana Mobi7 comemora os dois anos de atividade abrindo na Cidade do México seu primeiro escritório internacional, para disputar o mercado de mobilidade e telemetria. Idealizada pelos empresários Ricardo Novo (foto), Pedro Pitt e Gustavo Bergamo, a empresa é especializada em rastreamento veicular, gestão de frotas e carsharing. Nasceu em 2017 no chamado Vale do Pinhão – o ecossistema de inovação da capital paranaense – e caminha agora para uma nova fase de crescimento.

A empresa opera uma plataforma com solução para voltada para frotas corporativas de veículos leves e pesados. As funcionalidades do software incluem economizar gastos com combustível e manutenção e avaliar a conduta dos motoristas. Também é uma das poucas no mercado que oferecer um sistema de carsharing, em que colaboradores podem dividir o uso dos veículos por meio de um aplicativo de celular, incentivando a economia colaborativa dentro das empresas.

De acordo com Ricardo Novo, CEO da Mobi7, ainda em 2019 a empresa pretende lançar um novo conceito de gestão de frotas com uma rede sem fio nos veículos, além de uma nova versão do carsharing. A expectativa dos sócios é posicionar a Mobi7 entre as três maiores companhias na América Latina nos próximos três anos. Só o mercado de veículos comerciais no Brasil gira em torno de 9 milhões de veículos leves e pesados. E menos de 8% contam com uma solução de telemetria/conectividade.

 A base monitorada pela startup reúne cerca de 10 mil automóveis. Em 2019, a média mensal de crescimento foi de 20%, o que aponta para uma expectativa de 30 mil veículos monitorados até o final de 2020. “O diferencial principal de nossos serviços, quando comparados a empresas de rastreamento, é o fato de utilizarmos os dados do rastreador e a telemetria para gerar informação que realmente auxilie na gestão da frota, tanto dos veículos quando de seus motoristas. Os dados permitem gerenciar a manutenção, abastecimento e custos, assim como o comportamento do condutor ao volante”, detalha Novo. 

MAIS NEGÓCIOS
GT Building nasce com 18 projetos

A GT Building chega ao mercado paranaense com 18 projetos em diferentes fases e um potencial aproximado de R$ 900 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV). O investimento permite cobiçar o papel de maior incorporadora de Curitiba e uma das maiores do Sul do Brasil. “Pesquisa divulgada em agosto pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) afirma que as vendas de imóveis no país subiram 16% nesse ano, chegando a mais de 32 mil unidades. Dados da Ademi-PR em parceria com a Brain Inteligência Corporativa, mostram que só em Curitiba o número de edifícios de luxo ou superluxo lançados subiu 250% no ano. Ou seja, a GT Building está investindo no lugar certo e ajudará a aumentar as próximas estatísticas, pois é uma empresa que entra com muita força e potência no mercado imobiliário”, diz o diretor Alysson Sanches. A incorporadora já lançou ou pré-lançou os dois próximos empreendimentos de seu portfólio: o Denmark, alto padrão localizado no Cabral, e o Bosco Centrale, localizado no Centro. O lançamento oficial da GT Building ao mercado imobiliário paranaense mereceu uma festa para 400 convidados, no Castelo do Batel, que foram recebidos pelos executivos do Grupo GT Company, incluindo o CEO Geninho Thomé.

Moncloa serve chá em São Paulo
A Moncloa Tea Boutique chegou ao mercado de São Paulo, com um quiosque no Shopping Villa Lobos em que os franqueados investiram R$ 180 mil. A operação paulista terá dez endereços até o fim de 2020. A expansão vem acelerada pelos resultados de 2019: a marca deve crescer 110% em relação ao ano anterior, totalizando 27 operações e um faturamento de R$ 22 milhões, 25% acima do previsto. “Em 2020, esperamos um cenário ainda maior, com 50 operações espalhadas entre as regiões Sul, Sudeste e Nordeste, e um faturamento de R$ 35 milhões”, antecipa o sócio-proprietário Eduardo Jardim. A empresa pretende investir R$ 5 milhões no ano. Quatro modelos de franquia integram o portfólio da empresa, a partir de R$ 112 mil. O capital de giro deve ser entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. A taxa de franquia é de R$ 40 mil e o retorno previsto para 24 a 36 meses, com um faturamento médio mensal de R$ 75 mil. A Moncloa, nascida em Curitiba em 2013, foi uma das 15 marcas selecionadas para o brMalls Partners, programa de aceleração desenvolvido em parceria com a Endeavor, entre 700 empresas analisadas e 452 inscritas no processo seletivo. A marca está recebendo assessoria especializada e mentoria para escalar a produção e desenvolver ainda mais o negócio. Esta é a segunda oportunidade da Moncloa em um processo de aceleração. Em 2017, a empresa passou pelo programa Scale Up, também da Endeavor, que acompanha empresas com alto potencial de crescimento.

Senai e Sesi abrem edital para inovação na indústria
O Edital de Inovação para a Indústria está recebendo inscrições, com prazos finais em 6 e 10 de dezembro. No Senai Paraná, há duas chamadas abertas na categoria Empreendedorismo Industrial. A primeira é a Conexão Transformadora, com três âncoras propondo desafios: a Algar Telecom, o Grupo Volvo e a Robert Bosch. As empresas pretendem selecionar até oito projetos de produtos, serviços, processos ou modelos de negócio inovadores que solucionem suas demandas. No total, serão destinados R$ 1,4 milhão. Já o Sesi busca indústrias e startups que tenham propostas inovadoras para melhorar a qualidade de vida do trabalhador e promover a segurança no ambiente laboral. Neste Edital, são duas categorias envolvendo a área de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e Promoção da Saúde (PS). A primeira categoria, Inovação em SST e PS, terá um investimento de até R$ 10 milhões, sendo o valor máximo aportado por projeto de até R$ 350 mil. Já a segunda categoria, Inovação Setorial em SST e PS, irá investir até R$ 4 milhões e é voltada para indústrias dos setores de construção, frigorífico, mineração, panificação, automotivo, alimentos e bebidas e suas cadeias produtivas industriais. Os projetos devem tratar de temas como higiene ocupacional, ergonomia, longevidade, fatores psicossociais, economia e tecnologias para saúde e estilo de vida saudável. 

Ouro Fino recebe selo por reduzir emissão de gases de efeito estufa
A Águas Ouro Fino recebeu o Selo Clima Paraná, que premia empresas por iniciativas de redução da “pegada de carbono”, mitigando as emissões de gases de efeito estufa, principal causador do aquecimento global, e contribuindo para o melhoramento das mudanças climáticas. Promovido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, com a participação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), a iniciativa incentiva empresas a modernizarem seus métodos de produção, e foi entregue a outras 35 companhias públicas e privadas. Reconhecida pelo envase e comercialização de água mineral natural, com pH alcalino e baixíssimo teor de sódio, a Ouro Fino mantém um cinturão verde com mais de 6 milhões de metros quadrados de preservação ambiental, que contribui para a purificação do ar e regulação do clima. O programa Ouro Fino Bio, criado pela empresa que soma 120 anos de atividades, tem como objetivo contribuir com o desenvolvimento sustentável através da preservação, mitigação e educação, também colaborando com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. 

A governança cooperativa e a advocacia especializada  
Não é exagero dizer que o Paraná tem um setor cooperativista que é referência para o mundo. Responsável por quase um terço do total cooperativista brasileiro, o estado registra um volume de R$ 83,7 bilhões em faturamento. A dimensão que o cooperativismo alcançou no estado está relacionada a muito investimento em gestão. O tema ganhou debate no evento “Governança Cooperativa: responsabilidade civil dos administradores”, promovido pelo escritório Assis Gonçalves – Kloss Neto Advogados Associados. O encontro contou com apresentação dos advogados Paulo Sergio Nied e Micheli Mayumi Iwasaki, respectivamente, presidente e membro da Comissão de Direito Cooperativo da OAB Paraná, e do presidente executivo da Capal Cooperativa Agroindustrial, Adilson Roberto Fuga. A advogada Micheli Mayumi Iwasaki indicou que as boas práticas de governança estão fundamentadas nos valores e princípios cooperativistas. Explicou que a atuação dos conselheiros e diretores deve garantir a consecução dos objetivos sociais e assegurar a gestão da cooperativa de modo sustentável e em consonância com os interesses dos cooperados. Neste contexto, a advogada ressaltou dois princípios que influenciam diretamente à governança: o da dupla-qualidade, em que a doutrina trata da particularidade em que o cooperado é ao mesmo tempo sócio e usuário ou cliente da sociedade; e o da gestão democrática valor universal característico das cooperativas, em que a condição de igualdade entre os associados, aumenta a complexidade da governança pela diversidade de atores envolvidos.


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