Resultado da Copel supera o total de 2018

O destaque do ano tem sido o alcance da meta de redução de custos

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Resultado da Copel até setembro supera o total de 2018. Na foto, a Usina de Salto Caxias, na região Oeste do Paraná

A Copel divulgou seu balanço de resultados do terceiro trimestre de 2019, que destaca um aumento expressivo de receita. O faturamento da companhia paranaense de energia, no acumulado anual, cresceu 5%, para R$ 11,8 bilhões. O lucro líquido, no mesmo período, teve um avanço ainda maior: 32,1%, para R$ 2,1 bilhões. E até setembro, o chamado Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 3,2 bilhões, valor que já supera em 5% o registrado em todo o ano de 2018. O balanço teve como principal destaque o alcance da meta de redução de custos perseguida pela subsidiária de distribuição do grupo desde 2016. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice Ebitda da Copel Distribuição alcançou R$ 1,1 bilhão, superando em 3,5% o Ebitda de referência estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, que fiscaliza os resultados das concessionárias de distribuição em todo o país.

“Esta conquista também reflete nossa convicção de que disciplina financeira é um dos mais importantes pilares para o crescimento sustentado do negócio”, afirmou o presidente Daniel Pimentel Slaviero em teleconferência nesta quarta-feira (13). Na coletiva, que reuniu especialistas do mercado de capitais e imprensa, Slaviero também adiantou que o processo de venda da Copel Telecom deve ser finalizado até março de 2020, quando a estatal fará o leilão do ativo na B3, a bolsa de valores brasileira, em São Paulo. “Estamos preparando um edital que seja de fácil entendimento do mercado, de modo que os investidores possam vir a se interessar por esse ativo e que gere mais competição por ele”, antecipou o presidente da Copel. A última privatização de uma estatal no Paraná foi em 2000, quando o governo estadual vendeu o Banestado ao Itaú por R$ 1,6 bilhão. 

Slaviero também comentou a possibilidade do BNDESPar, o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento, retirar sua fatia da Copel que é de 24% do total de ações. Ao final de setembro, o valor de mercado da Copel, considerando as cotações de todos os mercados, ficou em R$ 13,7 bilhões. Segundo Slaviero, a estatal de energia do Paraná é o sexto maior investimento do banco. “Pelo que sabemos, o BNDESPar vai se retirar de empresas onde possui lotes maiores, como Vale, Petrobras e JBS para, depois, tratar de outras [empresas] investidas. Estamos abertos a encontrar a melhor maneira para que isso se dê e devemos voltar a tratar esse assunto com o banco no final de janeiro”, declarou. 

Os bons resultados da distribuidora neste ano permitiram que a Copel lançasse em meados de outubro um robusto programa de modernização de sua rede de distribuição. Com investimentos da ordem de R$ 2,9 bilhões até 2025, o Programa Transformação pretende melhorar a qualidade do fornecimento de energia e reduzir as interrupções, em especial na região rural.  O programa tem como carro-chefe o “Paraná Trifásico” – que prevê a construção de aproximadamente 25 mil quilômetros de novas redes – e também projeta a implementação de 15 mil novos pontos automatizados e de tecnologia de redes inteligentes por toda a área de concessão da Copel no Paraná.

Em 2020, a Copel pretende realizar investimentos de R$ 2,1 bilhões, uma redução de 1,7% em relação ao que foi previsto neste ano. Um dos destaques será o segmento de distribuição, com aporte de R$ 1 bilhão para executar obras de melhoria, modernização, ampliação e reforço do sistema de distribuição de energia elétrica no Paraná. Empreendimentos de geração e transmissão vão receber R$ 865,2 milhões que serão alocados, basicamente, na conclusão das obras em curso.

A Copel é a maior empresa do Paraná e a terceira da região, segundo o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado por AMANHÃ com a parceria técnica da PwC.


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