Safra recorde alavanca em 61% o lucro líquido da Rumo

Companhia paranaense também aumentou o volume transportado

Por Karine Menoncin

karine.menoncin@amanha.com.br

Safra recorde alavanca em 61% o lucro líquido da Rumo

A safra recorde de grãos, especialmente do milho, fez com que o lucro líquido da paranaense Rumo (foto) tivesse uma alta de 61% frente ao mesmo período do ano passado. Enquanto no terceiro trimestre de 2018 o lucro líquido foi de R$ 229 milhões, neste ano saltou para R$ 369 milhões. O volume transportado no último trimestre foi de 17,4 bilhões de TKU (tonelada por quilômetro útil), 7,7% maior na comparação com o terceiro trimestre de 2018, com destaque para o desempenho operacional de julho, recorde naquele mês.

Na Operação Norte o crescimento do volume transportado foi de 10%, sendo 22% no mês de julho. Contribuíram para esse crescimento o volume de milho e o volume de fertilizantes, que já alcançou 2 bilhões de TKU no acumulado do ano. Já na Operação Sul, o crescimento foi mais tímido: apenas 1%. O que segurou os números foi o aumento de 14% no transporte de combustível. O transporte de grãos aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC) subiu 6% com relação ao terceiro trimestre de 2018, e as exportações por estes portos cresceram 9%, superando a capacidade da Operação Sul, o que ocasionou a perda de 1% de market share.

Em julho, a Rumo venceu o leilão do trecho de 1,5 mil quilômetros da Ferrovia Norte-Sul (Malha Central), que liga o Porto Nacional, no Tocantins, a Estrela d'Oeste, em São Paulo. A ferrovia é tida como um dos principais meios de escoamento da produção agrícola do país. Para Ricardo Lewin, vice-presidente de finanças e diretor de RI, os resultados da operação nessa malha poderão ser observados a partir de 2022. “A Malha Central traz à Rumo a oportunidade de diversificação de cargas, com transporte de bauxita, fertilizantes e biocombustíveis. Ela também amplia a área de atuação de produtos agrícolas para Goiás e Tocantins”, explica Lewin. O lance foi de R$ 2,9 bilhões e garante o direito de exploração da malha ferroviária pelo prazo de 30 anos.

A consolidação da Malha Central no resultado trouxe impacto de R$ 12,2 milhões no Ebitda, indicador utilizado para avaliar empresas de capital aberto, em razão dos custos e despesas. No lucro líquido, o impacto foi de R$ 74,7 milhões. Mas, quando considerado o resultado da companhia sem a Malha Central, o Ebitda do terceiro trimestre deste ano cresceu 19,6%, alcançando R$ 1,2 bilhão, com margem Ebitda de 59,2%. O lucro líquido foi de R$ 444 milhões, 94% acima do mesmo período do ano passado.

Para 2020, as projeções para a soja, que já consideram os dados iniciais de plantio, apontam produção recorde do grão no Brasil e no Mato Grosso, com expectativa de exportações em linha com 2019. “Este cenário pode trazer maiores volumes para a Rumo, principalmente nos primeiros três meses da safra, período em que os preços da commodity são mais altos e há uma boa procura por logística eficiente”, acredita Lewin. As ações da Rumo estavam sendo cotadas a R$ 23,11 às 14h desta terça-feira (12). Apenas em 2019, os papéis da companhia apresentaram uma valorização de 40,1%. 

A Rumo é a 10ª maior empresa da região e a quarta empresa do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado por AMANHÃ com a parceira técnica da PwC


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