Brasil: potência para uma nova economia

Com ideias "fora da caixa", novos negócios são cada vez mais essenciais para o avanço da inovação em nosso país

Por Marcus Rossi

Com ideias "fora da caixa", novos negócios são cada vez mais essenciais para o avanço da inovação em nosso país

O empreendedorismo vem sendo o grande fator para a melhora e retomada do crescimento da economia brasileira. Segundo uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), maior estudo unificado de atividade empreendedora no mundo, realizada no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), somos a nação com a maior taxa de empreendedorismo, ficando quase 8 pontos percentuais à frente da China, uma das maiores potências econômicas mundiais, com uma taxa de 26,7%.

Com iniciativas e ideias "fora da caixa", os novos negócios são cada vez mais essenciais para mudanças e para o avanço da inovação em nosso país. As startups também vêm ganhando cada vez mais destaque no cenário nacional, já que nascem com um objetivo em comum: criar soluções inovadoras. E isso ainda é só o começo, pois temos um longo caminho a ser percorrido.

Somos pioneiros em muitas atividades, servindo inclusive, de inspiração para outros países. Mas, como nem tudo é perfeito, nos falta um ingrediente essencial para continuarmos nos desenvolvendo: a ousadia. Muitas vezes, cremos que, de forma prática, não temos o mesmo potencial que os americanos. Quando deixamos isso de lado, vemos casos como o da 99, que comemorou o fato de ter se tornado um unicórnio. Portanto, já passou da hora de pensarmos em inverter o jogo!

E como fazer isso? Devemos, primeiramente, incentivar cada vez mais o empreendedorismo, começando pela educação. Precisamos formar jovens que tomem a iniciativa e busquem construir novas empresas. Os estudantes precisam aprender desde a infância aquilo que fará parte de suas vidas no futuro, incentivando os talentos a criarem seus próprios jogos, desenvolverem sites e muitos outros aspectos que podem ser abordados ainda em sala de aula.

Além disso, podemos (e devemos) contar com iniciativas que possam colaborar para o crescimento e visibilidade do ecossistema brasileiro. Projetos como a Gramado Summit, maior evento de empreendedorismo digital do país; o CASE, maior evento latino-americano para startups, desenvolvido pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups); e o InovAtiva, programa gratuito de aceleração em larga escala para negócios inovadores de qualquer setor e região do Brasil, são exemplos de ações focadas na geração de conexões capazes de promover o empreendedorismo.

Além disso, os investidores precisam mudar sua mentalidade, se propondo a arregaçar as mangas para pensar junto, como sócios "simbólicos" do negócio. O dinheiro pelo dinheiro não vale tanto assim e depois de um tempo já não é mais tão necessário. O papel real dos investidores é oferecer mentoria, dividindo experiências, contatos e ideias.

Outro ponto importante é com relação ao setor público, que pode atuar como facilitador de processos e incentivar a inovação, seja com benefícios fiscais para que os projetos cresçam, seja investindo em ações de qualificação por meio de seus ministérios e estatais. O projeto de lei LS 494/2017–Complementar, baseado na Gramado Summit e proposto pelo senador Álvaro Dias, é um dos grandes exemplos desse incentivo. É preciso criar mecanismos legais para promover o mercado e isso nunca pode ser deixado de lado.

Em resumo, posso dizer que o mercado, de modo geral, vem mudando ano após ano e que há espaço ainda para todos que possuam a criatividade para inovar e para o surgimento de ideias que fujam do senso comum. Afinal, o sucesso é de quem sempre se arrisca!


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