Panamá avança rápido na relação com a China

País proclama-se “o ponto de conexão” entre o gigante asiático, América Latina e Caribe

Por Milton Pomar

Panamá avança rápido na relação com a China

Tardio no estabelecimento de relações diplomáticas com a China (12 de junho de 2017), o Panamá está agindo rápido para recuperar o tempo perdido: confirmou agora em maio a realização do XIII Encontro Empresarial China-Latinoamerica Y Caribe, dias 9 a 11 de dezembro de 2019, na Cidade do Panamá (foto); aderiu à iniciativa chinesa “Um Cinturão, uma Rota”; a Air China inaugurou em abril deste ano um voo entre Beijing e a Cidade do Panamá; contratou duas empresas (China Communications Construction Company e China Harbour Engineering Company) para construírem a quarta ponte sobre o Canal do Panamá, por US$  1,4 bilhão; participará em Beijing, em agosto próximo, da sexta rodada de negociações para concluir um Tratado de Livre Comércio entre os dois países; e com tudo isso em andamento, proclama-se “o ponto de conexão” entre a China e a América Latina e Caribe. 

Evidentemente, para o país que se pretende ser “o” ponto de conexão da região com a China, nada melhor do que realizar em sua capital a edição anual do Encontro Empresarial de todos esses países. Esse evento é iniciativa do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (Ccpit, na sigla em inglês), e conta com o apoio de instituições do porte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Seu lançamento oficial, dia 20 de maio, em Beijing, contou com a participação da presidente da Ccpit, Gao Yan, e do embaixador do Panamá na China, Francisco Pedreschi, além de representantes de outras instituições. A presidente da Ccpit destacou que o foco do XIII Encontro Empresarial esse ano é o megaempreendimento “Um Cinturão, uma Rota” – como aliás todos os demais eventos promovidos ou patrocinados pela China no mundo inteiro.

Confirmada oficialmente a realização e a sua data (inicialmente, divulgaram que seria de 22 a 24 de outubro), para as empresas brasileiras interessadas em negócios com a China cabe agora se prepararem adequadamente para obterem maior retorno do evento, porque tradicionalmente a participação de empresas chinesas nele é significativa. Sempre há tradutores de espanhol para o chinês, o que aumenta as chances de quem não domina o inglês, mas isso não livra quem quer vender de levar a apresentação da sua empresa e produtos em inglês (apesar de que o melhor mesmo é ter tudo em mandarim. Entre em contato com o Instituto Confúcio em sua cidade, eles podem indicar quem faz tradução com qualidade). Dentro de alguns dias deverá ser divulgado o link para o evento, com todas as informações para a participação. 


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