Fenavinho foi indutora da economia de Bento Gonçalves

Feira tornou ainda mais conhecidas as marcas de móveis da cidade

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Fenavinho foi indutora da economia de Bento Gonçalves

Marco da celebração da cultura da uva e do vinho, a Festa Nacional do Vinho extrapolou sua essência festiva ao projetar a economia de Bento Gonçalves nacionalmente, a partir de 1967. Passados oito anos de sua última edição e mais de meio século da primeira, a Fenavinho (na foto, a primeira edição) retorna em junho de 2019 para corroborar a potência vitivinícola do município – e mostrar como a cidade sabe celebrar os frutos colhidos de suas vinhas.

Hoje, as indústrias vinícolas da cidade representam 17,2% do valor adicionado fiscal (VAF) da indústria, segmento responsável por mais de 62% do faturamento do município. Segundo dados da revista Panorama Socioeconômico, elaborada pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) em parceria com a Universidade de Caxias do Sul (UCS), estima-se que dos R$ 5,1 bilhões de faturamento declarado da indústria em 2017, quase R$ 883 milhões foram gerados pela indústria vinícola. Os números praticamente empatam com os do setor metal mecânico e material elétrico, que representam 18,6% do faturamento da indústria, e só são superados por outra das vocações industriais do município, o setor moveleiro – cujo VAF é de 35,4%.

O setor vinícola na cidade também é responsável pelo desenvolvimento do enoturismo no Brasil. O principal destino enoturístico do país, o Vale dos Vinhedos, localiza-se em Bento Gonçalves, no encontro do município com as cidades de Garibaldi e Monte Belo do Sul. Todos os anos, mais de 400 mil pessoas se dirigem a essa região, reduto de cantinas de diferentes portes, muitas delas familiares, e todas ostentando um importante indicativo de qualidade em seus produtos, o selo de Denominação de Origem. A Fenavinho, além de chancelar o título de Capital Brasileira do Vinho a Bento Gonçalves, projetou a cidade para o país e deu visibilidade a outras forças industriais do município, tornando ainda mais conhecidas as marcas de móveis bento-gonçalvenses.

A infraestrutura também foi melhorada com a ajuda da Fenavinho, que motivou a primeira viagem de um presidente da República – o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – à cidade. Como ele não pôde se deslocar de aeronave a partir de Porto Alegre, devido ao mau tempo, teve que embarcar num automóvel e trafegar parte do percurso até Bento Gonçalves no chão batido. O resultado foi a aceleração das obras na estrada de São Vendelino, atual BR-470. Também na conta da festa está a solidificação da cidade como polo de feiras, como Movelsul, ExpoBento, Fimma, Fiema e Envase. Tudo a partir da construção do Parque de Eventos, nascido para abrigar, justamente, a primeira Fenavinho.



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