Fórum da Liberdade debate necessidade das reformas

Evento também tratou de empreendedorismo e tecnologia

Da Redação

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Giovana Stefani, presidente do IEE, na abertura do Fórum da Liberdade 2019

O 32º Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) na segunda-feira (8) e na terça-feira (9) em Porto Alegre, teve como destaque a janela de oportunidade que se abre para o Brasil executar as reformas necessárias e prosperar. A presidente do IEE, Giovana Stefani (foto), destacou que o tema “Brasil: aberto para reformas?” traz a reflexão de que a mudança exige liberdade, tolerância e que o momento é pertinente para isso. A presidente vê a sociedade brasileira mais ativa e clamando por mudanças e que atitudes e ideias novas são necessárias para seguir este caminho. “Vemos a população mais do que nunca engajada na política. A força da sociedade em mudar suas instituições está em cada um. Jamais haverá unanimidade com as mudanças, por isso a liberdade exige responsabilidade individual, com respeito e tolerância as ideias”, destacou Giovana. 

Agraciado com o Prêmio Libertas, o empresário Winston Ling agradeceu a condecoração que veio em um momento especial, segundo ele. “Quando participei da diretoria, no final dos anos 1980, não havia o anseio pela liberdade que há hoje, enfrentávamos uma onda conservadora. Vejo o Fórum como uma Startup, que começa com uma ideia nova e, por vezes, desacreditada, e torna-se um grande sucesso”, comenta Ling. O vencedor do Prêmio Libertas se mostrou otimista com a onda liberal que passa pelo país e acredita que as mudanças estão próximas. “Estou otimista com a quantidade, qualidade e diversidade dos ativistas liberais. Estamos no momento em que o povo quer ser próspero e já percebeu que o modelo atual não pode continuar. O preço da liberdade é a constante vigilância, por isso é preciso estar mobilizado e continuar sonhando”, finalizou o empresário.

O vice-presidente de administração das Empresas Randon, Daniel Randon, abordou a “Transformação: sentido único - novas oportunidades para o futuro” em um dos painéis. Além de contar um pouco da história da própria empresa, que enfrentou momentos turbulentos e diversos cenários em seus 70 anos, Randon ressaltou os momentos de incertezas do país e como a instabilidade do cenário externo, os processos burocráticos, a carga tributária e a falta de reformas afetam a economia do país. “A volatilidade cambial e do mercado sempre irá existir enquanto o Brasil tiver essa economia mais pujante. O país tem potencial, mas tem que se fazer o dever de casa. O momento de pensamento liberal é agora”. Além de trazer algumas empresas que tiveram um rápido crescimento, como a Amazon, Randon enfatizou a importância de se trabalhar a tecnologia, como a realidade virtual e a inteligência artificial. “A produção do futuro será cada vez mais um commodity”, afirmou. Outro ponto abordado foi o de assumir os riscos no mundo do empreendedorismo. “Como empreendedor, sempre foi um desafio assumir novos riscos. Mas é preciso assumi-los. Se errar, assuma o erro e encontre uma solução de forma rápida”, aconselhou. 

Em outro debate, o economista inglês Andy Duncan, defensor do Brexit, explicou como os conservadores estão usando a internet para derrubar a saída do Reino Unido da União Europeia. “A ala do governo que é contra está fazendo de tudo para não concretizar uma escolha feita pelo voto. Eles usam as redes sociais para mostrar de forma distorcida o que, para eles, pode acontecer caso seja concretizada a saída. É uma maneira de propaganda política, com pitadas de memes engraçados de ambos os lados”, comentou Duncan. Para ele, um dos fatores que influenciou a decisão da população foi a perda da identidade cultural do Reino Unido. “Nós, ingleses, queremos ser livres para sermos nós mesmos, não como a União Europeia quer que sejamos. Se eles respeitam a democracia como dizem, devem respeitar o que foi decidido nas urnas.”, finalizou o economista.


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